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Futebol Nacional
Entrevista Ogol
Atacante abriu o jogo para oGol

Jardel lembra dificuldades do início de carreira como goleiro e quase desistência no Vasco

2019/04/19 09:30
Texto por Carlos Ramos
E1

O atacante Jardel marcou história no futebol brasileiro por Vasco e Grêmio, e se tornou ídolo em Portugal. Antes disso, porém, não teve um início de carreira dos mais tranquilos. Em conversa com a reportagem de oGol, Jardel relembra que começou a jogar futebol, como goleiro, nas ruas de Fortaleza. 

"Como toda criança brasileira, jogava na rua. Precisa ter uma força de vontade para vencer na vida, e foi o que eu tive. Muita perseverança, força de vontade. Eu era goleiro, muito bom goleiro. Comecei a jogar no Montese, bairro da minha cidade em Fortaleza, na rua. Fiz minha base toda no Ceará, depois fui ao Ferroviário e depois para o Rio de Janeiro, onde estourei no Vasco da Gama. Não sou diferente dos outros: comecei na rua, jogando aquelas 'peladas', com muita força de vontade", contou. 

Jardel brinca que sua relação com o futebol começou bem antes disso. "Já na barriga da minha mãe eu não dava chute, dava era cabeçada". Mas foi com força de vontade e determinação que o menino se tornou jogador de futebol. 

"Sabia, no meu interior, que, para vencer na vida, você tinha que perseverar, ter atitudes de um vencedor. Eu pegava quatro ônibus para ir treinar: dois para ir, dois para voltar. Todos os dias durante cinco anos. Acho que Deus me abençoou porque eu perseverei e lutei para conseguir alcançar meu objetivo, que era chegar na seleção". 

O atacante, que contava com dinheiro dos pais e da avó para ir nos treinos em Fortaleza, na base do Ceará, acabou se destacando no Ferroviário. O destino o levou para o Rio de Janeiro, onde faria história com a camisa do Vasco. 

A quase desistência no Vasco 

Na Colina, Jardel se destacou com gols nos rivais e títulos. Entre 1992 e 1994, foi tricampeão carioca. Mas antes das conquistas, o jogador pensou em voltar para Fortaleza. Primeiro, por saudade de casa, em seus primeiros momentos no Rio. 

"Graças a Deus, eu consegui suportar isso, a saudade. Quem quer vencer na vida não pode pensar em saudade, namorada, cidade... Tem que meter a cara e se dedicar. Foi o que eu fiz. O ponto crucial da minha carreira foi na base. Eu perseverei demais, fiz uma base muito boa e ficava após os treinos treinando finalização. Já via que tinha esse potencial", recordou. 

Além da distância da família, Jardel teve problemas financeiros nos primeiros tempos no Rio. Ganhava apenas R$ 60. "Às vezes ainda atrasava", garantiu. "Não dava para nada, não. Dava para comer um rodízio de pizza e voltar para a concentração (risos). Vez ou outra um empresário vinha, me levava para passear, e a vida seguia".

A vida seguiu, e Jardel virou profissional em São Januário. Apesar do título logo no primeiro ano (Carioca), e dos outros dois que se seguiriam, o atacante recorda outro momento em que pensou em deixar o Vasco. Foi após um clássico contra o Botafogo, uma de suas vítimas. 

"Eu saí cara a cara com o goleiro, escutei um apito e parei. O treinador acabou me tirando (do jogo, com 20 minutos). Saí muito revoltado, pedi para ir embora do Vasco, foi maior confusão. Nunca tinha saído com 20 minutos do primeiro tempo. Mas conseguimos contornar tudo", relembra.

"Na época, o Dr Eurico Miranda falou: 'Aguenta aí, cara, vai dar tudo certo'. Era o Jair Pereira o treinador. O Ricardo Rocha também falou muito comigo. Depois, vim saber que o apito veio da arquibancada. Era um impedimento que não houve, mas apitaram no Maracanã e parei", terminou de explicar. 

Antes de ir para o Grêmio, em 1995, Jardel fez 36 gols em 75 partidas pelo Vasco. Tricampeão carioca, viveu bons momentos na Colina antes da dupla memorável com Paulo Nunes no Rio Grande do Sul. 

Brasil
Mário Jardel
NomeMário Jardel de Almeida Ribeiro
Data de Nascimento1973-09-18(45 anos)
Nacionalidade
Brasil
Brasil
Dupla Nacionalidade
Portugal
Portugal
PosiçãoAtacante (Centroavante)

Fotografias(10)

Comentários (1)
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motivo:
ÍDolo!
2019-04-19 12h10m por AdrianoPeres
Na minha infância o Grêmio ganhava tudo com os gols dele. . . até hoje, em torneios e peladas, eu sempre brigo pela camisa 16. . .
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