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        Santos

        Texto por ogol.com.br
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        O Santos Futebol Clube iniciou atividades quando o futebol engatinhava no Brasil. Na capital paulista, os pioneiros do esporte no país já davam os primeiros chutes quando, em Santos,  Francisco Raymundo Marques, Mário Ferraz de Campos e Argemiro de Souza Júnior se reuniram para fundar um novo clube. 

        O encontro foi em 14 de abril de 1912, na sede do Clube Concórdia. Participaram 39 sócios-fundadores. O nome inicial sugerido foi Santos Foot-Ball Club, e as cores eram azul e branco, com fios dourados entre elas. Isso mudou no ano seguinte, quando o calção branco e a camisa listrada em branco e preto foram adotados. 

        Inicialmente, o time, que logo foi adotado por Urbano Vilella Caldeira Filho, primeiro jogador e depois um dos grandes dirigentes do clube (que mais tarde virou nome do estádio), foi dominando território na cidade. A Vila Belmiro, concebida com o nome de Urbano Caldeira, foi construída em 1916. 

        Foi no mesmo ano que o Peixe passou a disputar o Campeonato Paulista. Na primeira participação, terminou em quinto, na frente do Palmeiras. Com o passar dos anos, o time da Vila Belmiro caminhou rumo ao profissionalismo e se filiou a APEA. 

        Em 1927, o Santos conseguiu um recorde no futebol paulista. Com um ataque formado por Omar, Camarão, Feitiço, Araken Patusca, Siriri, Hugo e Evangelista, conseguiu 100 gols em 16 jogos, com média de 6,25 por partida. Patusca foi o grande goleador, com 36 gols. 

        O time que encanta

        Desde o ataque de 1927, o Santos ficou marcado como time dos muitos gols. Mas o primeiro título paulista só veio em 1935. Na época, o Alvinegro evitou o tetracampeonato do Palmeiras, então Palestra Itália, com vitória magra sobre o rival. 

        O Peixe só voltaria a ganhar a competição na década de 1950, quando se iniciou os anos de ouro do clube. O segundo título paulista da história do Alvinegro veio em 1955, ainda sem Pelé, mas já com Pepe, Pagão e Zito. O time recebeu de braços abertos o Rei no ano seguinte, junto com Dorval, e a máquina começou a se formar com o bicampeonato paulista.

        Com um dos maiores times da história, que tinha no ataque Pelé, Pepe, Coutinho e Dorval, o Santos conquistou dois tricampeonatos paulistas na década de 1960, sem dar chance alguma aos rivais da capital. Os meninos da Vila brilhavam. 

        Também na década de 1960, o time levou o Peixe ao topo da América e do mundo, derrubando rivais poderosíssimos, como Peñarol, Boca Juniors, Benfica e Milan. Foi um dos maiores times da história do futebol, sem sombra de dúvida. 

        No período, o clube conquistou ainda cinco Taças Brasil e um Roberto Gomes Pedrosa, além de quatro Rio-São Paulo. Com Sua Majestade, a Vila Belmiro viveu tempos inesquecíveis, mesmo insuperáveis. 

        Décadas mais tarde, o Santos voltou a ter times poderosos, com ídolos também marcantes. Foram várias as gerações de Meninos da Vila. Robinho, Diego, Elano, Léo e companhia levaram o clube de novo ao topo do Brasil com os Brasileiros de 2002 e 2004, enquanto a geração de Neymar e Ganso, com a ajuda de alguns remanescentes dos títulos anteriores, colocou o Peixe de novo no topo da América.

        Os craques seguem se formando na Vila Belmiro, e o Santos segue jogando como se o futebol fosse arte. É, talvez no mundo, o clube que mais valorize o bom jogo. Afinal, isso está na identidade do clube. Pois quem dá bola é o Santos... 

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