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Domingos da Guia, o Divino Mestre

Texto por Carlos Ramos
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Domingos da Guia foi um dos zagueiros mais técnicos da história do futebol brasileiro. No fim da década de 1920, quando os defensores costumavam preferir os chutões aos passes elegantes, Domingos era a exceção à regra. Tanto que fazer uma jogada bonita, na época, era fazer uma "domingada". 

E Domingos não demorou nada a se destacar. O início de carreira em Moça Bonita, defendendo o Bangu, foi promissor. Seus irmãos Ladislau e Luiz da Guia não fizeram tanto sucesso. Mas Domingos... 

O destaque no Bangu levou Domingos, com apenas 18 anos, para a seleção brasileira. Em 06 de setembro de 1931, foi titular na vitória sobre os então campeões do mundo, os uruguaios, por 2 a 0. 

Domingos da Guia voltou a brilhar contra os uruguaios em 1932 e, em 1933, foi defender o Nacional, um dos grandes clubes do país. Lá, segundo relatos da imprensa local na época, levava milhares de torcedores a mais por jogo. 

O grande escritor uruguaio Eduardo Galeano disse, certa vez: "a leste, a Muralha da China. A oeste, Domingos da Guia. Nunca houve zagueiro mais sólido na história do futebol". 

No Uruguai, Domingos foi destacado pela categoria nos desarmes e boa saída de jogo. O Nacional sentiu quando o jogador, no fim do contrato de um ano, resolveu voltar ao Rio para defender o Vasco. 

Mas uma nova proposta estrangeira tirou Domingos de sua cidade: o Boca Juniors, da Argentina, levou o defensor para lá em 1935. Outra passagem de sucesso, porém curta, interrompida por uma suspensão que levou o jogador ao Flamengo. 

Logo, Domingos ganhou o carinho da torcida rubro-negra. Ao lado de Leônidas da Silva, viveu grandes momentos no clube, e também na seleção brasileira. 

Em 1938, na Copa, Domingos viu um time desequilibrado sofrer cinco gols da Polônia. Mas o ataque funcionou bem e fez seis, três deles de Leônidas.

A seleção brasileira acabou eliminada nas semifinais para a Itália, que acabara campeã mundial. Presente ainda em três Copas América, Domingos não conseguiu ser campeão pela seleção. 

No Flamengo, porém, Domingos foi bicampeão carioca. No ano do tri, acabou negociado com o Corinthians, mas já havia deixado seu auge no Rio de Janeiro. 

No fim da carreira, sempre técnico, mas já sem o mesmo vigor físico, voltou ao Bangu. Do bairro, viu seu filho, Ademir da Guia, construir outra linda história no futebol brasileiro.

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