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        O 'Mestre' Oswaldo Brandão

        Texto por ogol.com.br
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        Muitos dizem que o futebol paulista não seria o mesmo sem Oswaldo Brandão. Outros completam: o futebol brasileiro não seria o mesmo sem o treinador. Campeão com os grandes da capital paulista, Oswaldo é considerado ídolo tanto em Corinthians, quanto no Palmeiras, fato que não é para muitos. 

        Nascido em 1916, Brandão chegou a tentar carreira como jogador e chegou a jogar no Palmeiras, então Palestra Itália, mas acabou pendurando as chuteiras por conta de uma lesão. Como treinador, teve uma carreira mais duradoura (e vitoriosa). 

        O Mestre Brandão

        Brandão começou a treinar na mesma década de 1940 que encerrou a carreira, e no mesmo Palmeiras pelo qual jogava. Em 1947, com apenas 31 anos, conquistou o primeiro título paulista pelo clube. Mas a primeira passagem não durou muito. 

        Ainda em 1948, Brandão deixou o Palmeiras. Chegou a ficar uns anos afastados do futebol, voltou para a Portuguesa em 1952 e, em 1954, chegou no Corinthians. Naquele mesmo ano, conquistou o Campeonato Paulista e o Rio-São Paulo, iniciando uma história gloriosa no clube. 

        Conhecido por seu estilo "paizão", dominava como poucos o elenco de jogadores, ajudando os atletas dentro e fora de campo. Suas passagens por Corinthians e Palmeiras foram de idas e vindas, e assim se tornou ídolo tanto no Parque São Jorge, quanto no Parque Antártica. 

        No fim da década de 1950, voltou ao Verdão e conquistou o Supercampeonato paulista de 1959, em cima do Santos, de Pelé, e a Taça Brasil de 1960. O técnico voltaria a ser campeão brasileiro pelo clube na década de 1970, com o bicampeonato de 1972 e 1973 em outra passagem alviverde. 

        Campeão paulista também com o São Paulo, Brandão comandou a seleção brasileira na década de 1970. O retrospecto foi ótimo: 13 vitórias, dois empates e apenas uma derrota. A única derrota, porém, acabou eliminando o time da Copa América de 1975 (Peru 3 a 1). 

        Brandão deixou a seleção em 1977 e, naquele mesmo ano, voltou ao Corinthians para fazer história: comandou o time que encerrou a longa fila de 23 anos sem títulos. O treinador ficou marcado na conquista por dois episódios curiosos: uma bronca que deu no time após derrota para o Guarani e a previsão do gol do título. O treinador falou para Basílio que seria ele o herói do título, e assim foi. 

        Segundo as contas do Corinthians, Brandão comandou o clube em 435 partidas, considerado o maior técnico da história do clube. No Palmeiras, ainda segundo os números do clube, foram 585 jogos, o treinador que mais vezes comandou o clube. Ídolo do Corinthians e do Palmeiras: o Mestre Brandão conseguiu ser unanimidade nos dois gigantes. O futebol brasileiro não seria o mesmo sem Brandão, que nos deixou em 29 de julho de 1989. 

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