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Careca: o campeão do interior que conquistou o Brasil e a Itália

Texto por ogol.com.br
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Careca foi um dos principais atacantes da história do futebol brasileiro. Ídolo e campeão no Guarani, no São Paulo e no Napoli, foi um dos grandes camisas 9 também da seleção brasileira, com duas Copas do Mundo no currículo. 

A fama de Careca no futebol começou cedo. Em 1978, o Guarani vivia um momento financeiro delicado e o presidente, Ricardo Chuffi, teve de apostar nas categorias de base. Sob o comando de Carlos Alberto Silva, Careca teve um início de carreira meteórico. 

Marcando gols importantes, Careca, então com 17 anos, mostrava futebol de veterano. O Guarani, completo azarão no Campeonato Brasileiro daquele ano, foi superando adversários favoritos para surpreender o país. Zenon era o craque no meio, e Careca a genialidade na frente. 

O Bugre venceu um Maracanã com mais de 100 mil pessoas para chegar na decisão, contra o Palmeiras. No primeiro jogo, novamente com mais de 100 mil vozes contrárias, Careca foi "malandro" ao cavar a expulsão de Emerson Leão. O Guarani venceu com gol de Zenon. O jogo decisivo foi em Campinas, e o Guarani não contava com Zenon. Mas Careca substituiu o craque à altura e marcou o gol do título do primeiro, e único, campeão do interior do nosso país. 

Seleção e Morumbi 

Careca ainda seguiu em Campinas nos anos seguintes. Foi vice-campeão paulista, chegou a uma semifinal do Brasileiro e foi campeão da Taça de Prata, a Série B da época. Os gols seguiram o atacante em todo o período que defendeu o Bugre. 

Nas mãos de Telê Santana, Careca chegou, então, na seleção brasileira. A estreia foi em um amistoso contra a Alemanha, em 1982. O atacante era parte dos planos de Telê para a Copa daquele ano, mas uma lesão acabou afastando Careca do Mundial. 

Em 1983, ano em que foi vice-campeão da Copa América com a seleção, perdendo a final para o Uruguai, Careca deixou Campinas e se mudou para a capital paulista. No Morumbi, vestiu a camisa tricolor do São Paulo e se tornou, nos anos seguintes, um dos grandes ídolos da história do clube. 

Careca fez parte de um time que contou com a juventude de nomes como Silas e Muller e a experiência de figuras importantes como Falcão e Darío Pereira. Campeão paulista em 1985, Careca voltou ao topo do país em 1986. 

Segundo título brasileiro vem contra Guarani

O atacante foi o grande goleador da equipe tricolor no Brasileiro daquele ano e não só: com 25 gols em 30 jogos, foi também o artilheiro do campeonato. Careca chegou a ter sequência de seis jogos seguidos marcando, mas cresceu especialmente no mata-mata. 

Marcou um gol em cada jogo das oitavas de final e, nas quartas, marcou um dos gols da vitória decisiva sobre o Fluminense. Na semifinal, foi decisivo novamente e marcou os únicos gols tricolores sobre o América, em classificação no sufoco após 1 a 1 e 1 a 0.

A decisão foi um reencontro para Careca, já que o São Paulo definiu o título brasileiro com o Guarani. O craque Evair era a sensação da vez em Campinas, e o duelo com Careca foi acirrado. No Morumbi, um gol de cada e empate em 1 a 1.

Na volta, depois de 1 a 1 no tempo normal, uma prorrogação de tirar o fôlego animou o Brinco de Ouro. O Bugre conquistava o título brasileiro até o último minuto quando Careca apareceu para levar a decisão para os pênaltis, que acabaram sendo favoráveis aos tricolores e só houve um bicampeão em Campinas: Careca. 

As Copas do Mundo e a dupla com Maradona

Naquele ano de 1986, Careca, enfim, disputou uma Copa do Mundo. Novamente com Telê, a seleção não encantou tanto quanto quatro anos antes, mas, ainda assim, fez uma grande campanha. Careca foi especialmente decisivo e marcou em quatro dos cinco jogos do torneio. 

Nas quartas de final, contra a França, Careca abriu o placar para o Brasil, mas Platini empatou, Zico desperdiçou um pênalti durante o tempo normal e, na decisão por pênaltis, os franceses acabaram avançando no torneio. 

Vice-artilheiro em 1986, com cinco gols, Careca não foi tão bem em sua segunda Copa e marcou apenas duas vezes em um Brasil que acabou eliminado nas oitavas de final para a Argentina, de Diego Armando Maradona, um velho conhecido do atacante brasileiro. 

Naquela época, Careca e Maradona formaram o grande ataque da história do Napoli e conquistaram, juntos, um Campeonato Italiano, uma Copa da Itália e uma Copa Uefa, que mais tarde se tornou a Liga Europa. Ao todo, Careca fez 95 gols em 223 jogos pelos Azzurri. O brasileiro é considerado um dos principais jogadores da história do clube. 

Depois do sucesso na Itália, Careca se aventurou no futebol japonês e, quando voltou ao Brasil, já foi para encerrar a carreira. Passou sem deixar muitas saudades no Santos e pendurou as chuteiras no Campinas, time do qual também foi presidente. 

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