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          Rivellino: o Reizinho do Parque

          Texto por Ryann Gomes
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          Roberto Rivellino nasceu no primeiro dia do ano de 1946. De família italiana, o futebol sempre se fez presente em sua vida. Ainda na infância, no futebol de salão, Riva, como era chamado pelos mais íntimos, já demonstrava incrível domínio de bola e uma capacidade acima da média de driblar em espaços reduzidos. Sua incrível dedicação e a grande categoria técnica rapidamente conquistaram as apaixonadas torcida de Corinthians, Fluminense, e do povo brasileiro em geral. 

          Mas engana-se quem pensa que tudo sempre foi fácil para Roberto no futebol. Seu primeiro teste para ser jogador de futebol foi no Palmeiras, maior rival corintiano. O resultado? Não passou. Estava escrito que sua história seria construída no Corinthians, onde chegou ainda com idade juvenil.

          A chegada ao Corinthians, e a ponte para o tricampeonato com a seleção

           

          Em seu primeiro treino no Parque São Jorge, Rivellino encantou José Castelli, um dos grandes ídolos da história alvinegra. Aos dezenove anos, Roberto fez sua estréia com a camisa titular do Timão e marcou um gol. No mesmo ano, já foi convocado para a seleção brasileira, participando de um amistoso contra o Arsenal e de outro contra a Hungria.

          Apesar de toda idolatria e os mais de 140 gols com a camisa alvinegra, Riva não acumulou grandes conquistas pela equipe paulista. Em 1966, a Copa Rio-São Paulo, título que foi dividido com Botafogo, Vasco e Santos, surgiu como a principal conquista do meio-campista em mais de nove anos de serviços prestados ao clube. 

          Pelo Brasil, o "Reizinho do Parque", carinhosamente apelidado pelos torcedores, só voltou a ser convocado em 1968, quando marcou seus dois primeiros gols com a camisa canarinho, no amistoso contra a Polônia. Com Zagallo no comando, foi titular da seleção brasileira na Copa de 1970, conquistando o tricampeonato mundial. Rivellino foi o terceiro maior goleador do time: marcou três gols em cinco jogos.

          Glória com a seleção, decepção no Parque São Jorge e ida ao Flu

           

          Ainda em 1970, Riva foi eleito, com méritos, para a Seleção da Copa. Os mexicanos se apaixonaram pelo seu futebol e ele recebeu o apelido de “Patada Atômica”, em função de seus chutes espetacularmente fortes.

          Foi titular da Seleção também na Copa de 1974, quando disputou todos os sete jogos e marcou 3 gols novamente. No final do ano, o Corinthians perdeu o título do Campeonato Paulista para o Palmeiras e Rivellino foi escolhido injustamente como o principal culpado pela perda. Magoado, o  meio-campista deixou o Timão e acertou com o Fluminense.  

          Rivellino estreou no Fluminense em 8 de fevereiro de 1975, num amistoso em pleno sábado de carnaval. Quis o destino que Riva debutasse no Tricolor das Laranjeiras justamente contra o seu ex-time o Corinthians. O resultado foi 4 a 1 para os cariocas, com o camisa 10 do Flu marcando três gols e sendo o melhor jogador daquela partida.

          Riva brilha na "Máquina Tricolor" e vai parar na Arábia

           

          A chegada de Riva fortaleceu ainda mais um dos melhores times montados na história do Tricolor das Laranjeiras. Em três anos, foram dois campeonatos cariocas (1975 e 1976), além de duas semifinais do Campeonato Brasileiro e títulos internacionais, como o Torneio de Paris.

          Máquina Tricolor montada por Francisco Horta, então presidente do Flu, tinha outros craques além de Rivellino, como Félix, Paulo Cézar Caju, Doval, Pintinho, Carlos Alberto Torres, Dirceu, entre outros.

          Rivellino teve várias atuações de destaque no Rio de Janeiro. Uma das mais marcantes, em 1975, foi contra o rival Vasco da Gama, onde marcou o gol mais famoso de sua carreira, aplicando o "drible elástico" em Alcir, passando por mais dois jogadores cruzmaltinos antes de fazer o gol da vitória tricolor.

          Convocado novamente para a Seleção, participou de três partidas na Copa de 1978, sem marcar gols. Nesse ano, acertou sua transferência para o Al-Hilal, da Arábia Saudita, onde foi campeão da Copa do Rei e bicampeão nacional. Desavenças com o príncipe Kaled fizeram com que Rivelino encerrasse sua carreira mais cedo, em 1981, aos 35 anos.

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          Rivellino (BRA)
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