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        Hagi, o 'Maradona dos Cárpatos'

        Texto por ogol.com.br
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        Hagi era arte e potência. Era deboche. Era rebelde. Muitos o comparavam a Diego Armando Maradona pelo estilo de jogo, pela habilidade com a perna canhota, mas a verdade é que as semelhanças com o argentino vão além da bola. Assim como Maradona, Hagi encantou o mundo e foi Deus, mas na Romênia. 

        Nascido em Sacele na metade dos anos 1960, era desde menino apontado como uma promessa de potencial assustador. Tanto que a federação local o colocou no Luceafarul Bucareste, onde grandes craques surgiam. Mas Hagi viria a ser muito mais que um grande craque local. 

        Para isso, porém, teria de superar seu temor de ficar distante da família. Assim como para Maradona, a família significava muito para Hagi, que voltou para perto de casa e começou a carreira no Farul Constanta, isso já no início dos anos 1980. 

        O porte físico frágil, assim como Maradona, causava certa desconfiança, mas quando a bola chegava em sua perna canhota, as dúvidas eram jogadas para escanteio. O jogador poderia chegar tão longe quanto chegavam seus mísseis de longa distância. 

        Hagi voltou para a capital para jogar no Sportul Studenţesc. A primeira temporada foi modesta, com apenas dois gols em 33 partidas. Mas a segunda foi assustadora, com 20 em 32 e a terceira foi inacreditável: 34 gols em 33 partidas. 

        Já convocado para a seleção romena, e parte do grupo que jogou a Eurocopa em 1984, Hagi chamou a atenção dos gigantes do país. Vice-campeão nacional pelo Sportul, se mudou para o Steaua Bucaresti, onde pode ir além. De início, assinou por empréstimo para jogar a Supercopa da Europa depois do título romeno na Liga dos Campeões sobre o Barcelona. O Steaua acabou supercampeão com gol de Hagi sobre o Dínamo de Kievi, e Hagi seguiu no clube. 

        Rompendo barreiras

        De um ídolo local, Hagi passou a ser um craque cobiçado fora do país. O Steaua conseguia grandes campanhas na Liga dos Campeões. Semifinalista em 1988, chegou na final no ano seguinte. A derrota para o Milan não apagou uma temporada com 37 gols, a melhor de toda a carreira. 

        Hagi foi cobiçado por gigantes da Europa e esteve prestes a defender a Juventus. Afinal, Hagi esteve na Itália para a Copa de 1990 e, inclusive, protagonizou um duelo com Maradona, que acabou empatado em 1 a 1. Depois de eliminação nos pênaltis para a República da Irlanda, 

        Quando Hagi voltou para casa, o regime comunista já havia caído. Os jogadores romenos poderiam, enfim, deixar o país. Hagi não escolheu a Juve, entretanto: comprou passagem para Madri para vestir o blanco do Real Madrid. 

        O título da Supercopa da Espanha, entretanto, foram as únicas conquistas de Hagi na capital espanhola. Os 20 gols em 84 jogos não foram suficientes para conquistar a torcida merengue, e o romeno acabou negociado com o Brescia. 

        Na Itália, também não evitou o rebaixamento de sua equipe, mas ao menos ajudou na campanha de acesso. Mas o que fez renascer a carreira do camisa 10 foi a Copa do Mundo dos Estados Unidos. Enfim, um Mundial teve o brilho de Hagi. 

        A Copa de Hagi

        É claro que a Copa de 1994 ficou marcado para o torcedor brasileiro pelo tetracampeonato, mas o povo romeno jamais esquecerá da campanha de sua seleção. Nunca a Romênia havia chegado tão distante em uma Copa do Mundo. 

        Muito foi devido ao brilho de Hagi, que marcou três vezes. Na estreia, ajudou na vitória sobre a Colômbia, de Faustino Asprilla, não só com um gol, mas também duas assistências. Vencendo ainda os donos da casa, os romenos avançaram para as oitavas de final, apesar de derrota para a Suiça. 

        No mata-mata, outro encontro com a Argentina. Dessa vez, porém, Maradona já havia sido afastado por doping. O 10 que brilhou foi Hagi, que deu uma assistência genial para Dumitrescu e marcou o terceiro gol (de perna direita, curiosamente) em placar que ficou 3 a 2. 

        A eliminação romena, entretanto, foi dura. O jogo contra a Suécia terminou 1 a 1. Os suecos estavam com um a menos depois da expulsão de Schwarz e Raducioiu havia feito o 2 a 1. A cinco minutos do fim, porém, Kennet Andersson empatou novamente e o time de Tommy Svensson avançou nos pênaltis. 

        Sucesso que não veio na Espanha aconteceu na Turquia

        Hagi, entretanto, terminou em alta aquela Copa e voltou ao cenário dos grandes clubes na Europa. Foi defender o Barcelona e, junto com Romário e Hristo Stoichkov, formou uma trinca genial e, ao mesmo tempo, rebelde, revolucionária. Os três encaixavam em campo e, fora dele, tinham suas próprias personalidades explosivas. 

        Comandado por Johan Cruyff, Hagi também não conseguiu ter sucesso na Espanha. Apesar da qualidade individual do time, as coisas não correram como o esperado. O time não manteve seu sucesso na liga e ganhou só uma Supercopa em duas temporadas. 

        Hagi só voltou a brilhar no futebol turco, onde se tornou uma bandeira do Galatasaray, alcançando um histórico tetracampeonato grego. Na virada do século, comandou o clube ainda ao título da Liga Europa, então Copa Uefa, e da Supercopa da Europa. 

        Hagi recebeu a companhia do brasileiro Jardel na temporada 2000/01, que acabou por ser a última da carreira do meia romeno, que é conhecido como o Maradona dos Cárpatos e, sem dúvida, se tornou o maior ídolo esportivo do país. 

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        Gheorghe Hagi (ROM)
        Gheorghe Hagi (ROM)
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