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Nelinho: unânime mesmo entre rivais

Texto por Paulo Mangerotti
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Se há alguma coisa em que atleticanos e cruzeirenses podem concordar é que a lateral direita em Minas Gerais tem um dono. Manoel Rezende de Matos Cabral, o Nelinho, é natural do Rio de Janeiro, e chegou ao futebol mineiro em 1973, onde marcou época na década de 1970 com a camisa celeste, e na de 1980 pelo lado alvinegro.

Conhecido por seu chute potente e também por ser um exímio cobrador de faltas, Nelinho passou 14 anos de sua carreira entre Cruzeiro e Atlético. Pela Raposa, conquistou seu título mais importante, a Copa Libertadores de 1976. Na final, contra o River Plate, foi autor de um dos gols da vitória celeste por 3 a 2.

No Cruzeiro, Nelinho foi por anos peça fundamental de um esquadrão que contava também com Raúl, Piazza, Dirceu Lopes e Joãozinho, entre muitos outros. Muito mais que 'apenas' um lateral direito, ele ultrapassou marcas importantes pela Raposa, como o fato de ser o jogador com maior número de gols de falta, à frente de ninguém menos que Tostão. É, até hoje, um dos jogadores com maior número de partidas pelo Cruzeiro, 411.

Tanta história no rival não foi impeditivo para o Atlético Mineiro buscá-lo como principal reforço para o clube em 1982. Sim, Nelinho saiu direto do Cruzeiro para o Atlético. Já experiente e um pouco desacreditado, com 31 anos, o lateral foi vendido para o alvinegro por 20 milhões de Cruzeiros Novos, e chegou em um time novamente recheado de craques, como Luizinho, Toninho Cerezo, Reinaldo e Éder Aleixo. Pelo Galo, conquistou três títulos mineiros, ajudando o clube a alcançar o histórico hexacampeonato estadual.

Nenhum lateral direito na história do Campeonato Brasileiro recebeu mais vezes a Bola de Prata. Nelinho tem quatro reconhecimentos como o melhor da posição, três vezes pelo Cruzeiro e uma pelo Atlético.

Seleção brasileira e o gol de 78

A rica história de Nelinho no futebol não se resume a Minas Gerais. Afinal, ele começou a carreira no América do Rio, jogou pelo Grêmio e teve passagens também no futebol português e venezuelano. Mas, se for para sair de Minas e falar do lateral, melhor falar sobre a outra camisa com a qual brilhou.

Nelinho disputou duas Copas do Mundo pela seleção brasileira, a de 1974, em que foi reserva, e a de 1978, em que foi titular. Na Copa da Argentina, ele protagonizou um dos gols mais bonitos da história das Copas, contra a Itália. O chute de trivela de fora da área é inconfundível, é como vê-lo e pensar que assim se resume o que foi Nelinho.

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