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          Sissi, a pioneira do futebol feminino no Brasil

          Texto por Carlos Ramos
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          Sisleide do Amor Lima nasceu em Esplanada, na Bahia. É reconhecida como uma das principais jogadoras da história do Brasil, mas demorou um pouco a receber esse reconhecimento. Sissi, como era conhecida, viveu em uma época que o futebol feminino sofria para conseguir espaço por aqui. 

          Sissi nasceu em um ambiente onde "futebol era coisa de homem". Até em casa ouvia isso. Do pai. Do irmão. Mas a menina deu seu jeito: pegou as cabeças das bonecas para usar de "bola improvisada". O futebol estava na alma. 

          Jogou em equipes de cidades menores da Bahia até chegar a Feira de Santana. Jogou no Flamengo de Feira em época que morava em alojamento com outras dez companheiras. Não era nada fácil, mas Sissi ficou dos 16 aos 19 anos em Feira de Santana. Só depois foi para Salvador. 

          Vestiu tricolor e, com a camisa do Bahia, se destacou tanto que se mudou para São Paulo, que já era referência no país. Jogou no Corinthians, depois no São Paulo. No Tricolor do Morumbi, conquistou o titulo do primeiro Paulista Feminino, feito histórico. 

          Sissi já era jogadora de seleção (desde ainda o fim da década de 1980). Em 1995, jogou a primeira Copa do Mundo. Em 1996, a primeira Olimpíada. Em Atlanta, ganhou voz: mesmo sem estar entre as favoritas, a seleção brasileira chegou até a semifinal, embora tenha perdido o bronze para a Noruega. 

          Com a camisa da seleção, Sissi "estourou" mesmo em 1999. O Brasil fez grande campanha na Copa do Mundo disputada nos Estados Unidos. Sissi marcou nos quatro primeiros jogos, com destaque para três gols na estreia, um 7 a 1 contra o México, os dois gols decisivos contra a Itália e um no empate em 3 a 3 contra a Alemanha, um jogaço. 

          No mata-mata, o Brasil pegou a Nigéria nas quartas de final. O Brasil chegou a abrir 3 a 0, mas as nigerianas arrancaram um incrível empate. Resultado? Prorrogação. Na época, existia o falecido gol de ouro. Sissi, camisa 10 do time, apareceu. A seleção brasileira teve uma falta no lado canhoto, nem tão perto da área. Sissi bateu com força, categoria, maestria: a bola foi no ângulo, e ainda beijou a trave antes de entrar. Para muitos, foi o gol mais bonito de uma Copa do Mundo de futebol feminino. 

           Após eliminar as nigerianas, o Brasil deu o "azar" de pegar as donas da casa na semifinal, e acabou eliminado com derrota por 2 a 0. Terminou em terceiro naquele torneio, vencendo a Noruega nos pênaltis (melhor colocação brasileira até então). Sissi foi o grande destaque e artilheira. 

          Sissi, e o Brasil, voltaram a ser vítima das estadunidenses em 2000, com derrota na semifinal da Olimpíada por apenas 1 a 0. Foi a despedida de Sissi da seleção brasileira (e o tempo todo usando uniformes dos masculinos, algo só mudado em 2015).

          Depois de passagem pelo Palmeiras ainda no fim da década de 1990, e também pelo Vasco, onde viu desabrochar Marta, que seria sua substituta no trono de melhor jogadora brasileira, Sissi foi jogar nos Estados Unidos, primeiro no California Storm, depois no Gold Pride, onde se aposentou em 2009. Depois, seguiu no país como técnica, e hoje ensina o que tanto lutou para fazer: jogar bola. Provou, acima de tudo, que futebol é, sim, coisa de mulher. 

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