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          Barbosa: o herói que acabou condenado a pena perpétua

          Texto por ogol.com.br
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          Moacir Barbosa Nascimento foi um dos maiores goleiros da história do futebol brasileiro, embora não tivesse sido tratado como tal. Barbosa foi condenado em pena perpétua por um lance muito contestado, que acabou definindo, injustamente, uma carreira de glórias. 

          Nascido em Campinas, em 27 de março de 1921, Barbosa começou, curiosamente, na ponta esquerda. Quando deixou o Comercial e se mudou ao Ypiranga, entretanto, acabou se tornando goleiro. Isso no início dos anos 1940.

          Apesar de ter apenas 1,70 cm, Barbosa compensava pela elasticidade. Logo ganhou o apelido de "Homem Borracha" pelas defesas espetaculares no interior paulista. Tanto que acabou contratado pelo Vasco no meio daquela década para substituir Rodrigues. 

          Em São Januário, Barbosa se tornou no melhor goleiro do Brasil. Confirmando a máxima de que um grande time começa por um grande goleiro, ele se firmou na Colina fazendo parte do "Expresso da Vitória", um dos grandes times do futebol brasileiro. 

          O Vasco era uma verdadeira seleção, e, além dos craques que tinha do meio para frente, contava com as defesas de Barbosa quando a coisa apertava atrás. Com a camisa cruz-maltina, Barbosa foi diversas vezes campeão carioca, algumas invicto (foram, ao todo, seis títulos estaduais). 

          Campeão continental 

          Um troféu que foi guardado com carinho em sua memória foi o do Sul-Americano de Clubes em 1948. O torneio era o protótipo da Libertadores e Barbosa teve uma atuação decisiva quando o time mais precisava: contra o River Plate, "A Máquina", no jogo mais decisivo do cotejo. 

          O River contava com nomes como Ángel Labruna e Alfredo Di Stéfano. Era um ataque insaciável por gols. No primeiro tempo, segundo relatos da época, Barbosa fez defesas espetaculares em tentativas de Di Stéfano e Loustau. O melhor lance de Barbosa foi quando pegou um pênalti de Labruna. 

          Na segunda etapa, o Cruz-Maltino perdeu Maneca e Wilson machucados, além de Chico expulso. Barbosa, então, foi o nome do jogo, parando Di Stéfano e companhia para, com o 0 a 0, garantir o título para o Vasco. 

          Campeão continental na Colina, Barbosa virou titular também na seleção brasileira e se firmou como o melhor goleiro do Brasil. Em 1949, foi titular e sofreu apenas seis gols nas oito partidas da Copa América que acabou com título brasileiro. 

          A cruz

          A cruz que pesou nas costas de Barbosa foi colocada em 1950. O Brasil recebeu a Copa do Mundo daquele ano e, com uma grande equipe, usando muitos dos campeões sul-americanos com o Vasco, era a favorita para conquistar o torneio. 

          A campanha no torneio só aumentou a responsabilidade: a seleção conquistou goleadas contra o México (4 a 0), a Suécia (7 a 1) e a Espanha (6 a 1). Titular, Barbosa sofreu apenas quatro gols até a final (em cinco jogos). A final foi a cruz de Barbosa. 

          O Brasil chegou para a decisão favorito. Jogava pelo empate com o Uruguai diante de mais de 200 mil pessoas no Maracanã, o "Maior do Mundo". O Brasil saiu até na frente: Friaça deixou o título ainda mais perto dos brasileiros. 

          Só que o favoritismo pesou, e os uruguaios intimidaram. Valdir, ponta brasileiro responsável pela marcação no lado do campo, acabou não segurando os pontas uruguaios e Schiaffino empatou. Aos 34 minutos, o lance fatídico: Alcides Ghiggia arrancou pela ponta e chutou forte, rasteiro. Barbosa não conseguiu pegar. Para muitos, o goleiro falhou, e de forma imperdoável. 

          Perdão, aliás, não entra nessa história. "No Brasil, a pena máxima é de 30 anos, mas pago há 40 por um crime que não cometi”, disse Barbosa, anos depois, sobre o lance. A cruz pesou em Barbosa no restante de sua carreira. 

          Barbosa só fez mais uma partida pela seleção depois daquele jogo. Sofreu com lesões, acabou afastado dos gramados e entrou em depressão. Só recebia consolo em São Januário, onde foi considerado o grande goleiro da história do clube. 

          Barbosa deixou o Vasco no meio da década de 1950. Jogou no Santa Cruz, no Bonsucesso e se aposentou no Campo Grande. Deixou uma carreira espetacular pelo caminho, embora muita gente só lembre de um único lance... 

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          Barbosa (BRA)
          Barbosa (BRA)
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