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        Ademir da Guia: filho de Divino, Divino és

        Texto por ogol.com.br
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        Filho de Divino, Divino és... Ademir da Guia, filho do grande zagueiro Domingos da Guia, carregou o apelido do pai e, também, a categoria divinal de Domingos, embora em outra posição do campo. 

        Assim como Domingos, Ademir é carioca e começou a jogar no Bangu. A equipe de Moça Bonita, que anos antes revelou ao mundo um grande zagueiro, também viu dar os primeiros passos um meio-campista espetacular. 

        Ademir deu esses passos contra a vontade do pai, que o negou uma chuteira como presente de aniversário e queria que ele focasse nos estudos. Mas o futebol estava no sangue... 

        Ademir foi "teimoso", e Domingos cedeu. O filho chegou a ser treinado pelo pai em Bangu. Tim, o grande craque brasileiro do tempo de Domingos, foi outro mentor de Ademir em Moça Bonita, assim como Zizinho, grande ídolo brasileiro antes de Pelé. 

        Com tantos mestres divinais, ficou mais fácil para Ademir brilhar. Com técnica apurada e uma grande visão de jogo, o meia começou no profissional em 1960 e já era chamado também para as seleções de base do Brasil. 

        Se o Bangu não conseguia grandes campanhas no Carioca, Ademir brilhava especialmente nos torneios que o clube disputava no exterior. Chegou a chamar a atenção do Valencia e do Barcelona, mas o Palmeiras se antecipou e o levou para São Paulo. 

        O grande ídolo do Palmeiras 

        No Palestra Itália, Ademir não apenas se confirmou como um grande jogador, como também entrou para a história do Verdão como o maior ídolo da história do clube. 

        A estreia com a camisa palmeirense foi em um clássico contra o Corinthians, no Pacaembu. Foi em fevereiro de 1962. Ademir saiu do banco e ajudou na vitória por 3 a 0. 

        Nos primeiros tempos no Palestra Itália, Ademir foi reserva de Chinesinho. Em 1963, porém, começou a ganhar protagonismo e conquistou o primeiro título, o Campeonato Paulista. 

        O Palmeiras formou, em volta de Ademir e do parceiro Dudu, um dos grandes times de sua história, chamado de A Primeira Academia, que dominou o futebol regional e nacional. 

        Com a categoria de Ademir, que manteve o apelido Divino de seu pai, o Palmeiras foi campeão do Rio-São Paulo de 1965, do Paulista  de 1966 e no ano seguinte levou a Taça Brasil e o Roberto Gomes Pedrosa. 

        Ademir fez parte também da Segunda Academia, que ampliou o domínio nacional, sendo campeão em 1969, 1972 e 1973, além de faturar outros três paulistas. 

        Ademir brilhou também fora do país ao ajudar o Alviverde a conquistar três vezes o Ramón de Carranza, na Espanha, duas delas em cima do Real Madrid. 

        Apesar da idolatria no Palmeiras, Ademir não conseguiu ser protagonista na seleção brasileira. Foi reserva na Copa de 1974 e fez apenas 11 jogos pela seleção, sem marcar gols. 

        Ademir se aposentou em 1977, por problemas respiratórios, mas realizou um jogo de despedida em 1984 e seguiu jogando "peladas" nas décadas seguintes. Até depois dos 70 anos, continuou em campo mostrando a todos que o Divino é eterno... 

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