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          Elías Figueroa: o maior dos capitães

          Texto por Ryann Gomes
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          Raça, liderança e temperamento único. Reconhecidamente o maior jogador chileno de todos os tempos, Elías Figueroa é dono de uma carreira marcada por momentos especiais, alguns quase inimagináveis, como se toda a sua história tivesse saído da pena de um grande romancista.

          Talentoso e cheio de si, o defensor sabia do seu potencial em campo. Tanto que Figueroa deixou claro qual era seu lema: "A grande área é minha casa. Aqui só entra quem eu quero".

          Pelé no caminho

          No dia 25 de junho de 1946, na cidade portuária de Valparaíso, no Chile, nasce um predestinado personagem do futebol chileno e mundial: Elías Ricardo Figueroa Brander. O início de sua trajetória não foi fácil. Quando criança, o pequeno Elías foi obrigado a mudar de cidade, por causa da asma. Pelas limitações respiratórias, o futebol lhe foi terminantemente proibido.

          Todavia, sem deixar se abater pela enfermidade, Figueroa seguiu, contra tudo e todos. Aos 15 anos, o chileno já marcava Pelé, Didi e Garrincha, quando a equipe de juvenis do Wanderers foi chamada para enfrentar o Brasil num jogo de treino, de preparação para o mundial de 1962, que se realizava no Chile. Os craques brasileiros não esconderam a admiração pelo garoto, que mesmo muito jovem, conseguiu atrapalhar Pelé, ou até incomodar as fintas do imprevisível Garrincha. 

          Participou de três mundiais, estreando na Inglaterra, no Mundial de 1966, brilhando nos campos da Alemanha Ocidental em 1974 e despedindo-se do grande palco do futebol na Espanha em 1982. Curiosamente, entre as suas três participações, esteve sempre oito anos de intervalo, estando ausente nas Copas realizadas nas Américas: 1970 no México e Argentina em 1978.

          Mas Figueroa não seria tão dado ao glamour. Depois de ter brilhado nos campos uruguaios do Peñarol, onde ficou marcado na história do clube em 1971, surgiu a possibilidade de se mudar para a Europa, e mais concretamente para o poderoso Real Madrid. Porém, os tempos eram outros, e o Brasil campeão do mundo e o seu campeonato brilhavam com uma intensidade ímpar.

          À época, qual era a competição que se podia contar com Pelé num time, Rivellino em outro? Jairzinho? Carlos Alberto? Tostão... Enfim, Figueroa, sempre confiante em suas convicções, não hesitou e assinou pelo Internacional de Porto Alegre, começando o seu histórico e bem-sucedido período no Colorado.

          Idolatria e o gol iluminado no Colorado

          A escolha de Figueroa pelo Brasil, em especial pelo Internacional, foi certeira. Durante os anos que esteve em Porto Alegre, o zagueiro venceu todas as edições do Campeonato Gaúcho, além de um bicampeonato inédito no Campeonato Brasileiro. Figueroa é considerado por muitos como o maior zagueiro da história do Inter.

          Dentre todas essas conquistas, coletivas e individuais, talvez o mais icônico momento da carreira tenha chegado ao fim da tarde do dia 15 de dezembro de 1975. O Internacional encarava o Cruzeiro na final do Campeonato Brasileiro, perante uma multidão que lotava o Gigante da Beira-Rio, apoiando o Colorado que tentava conquistar o seu primeiro título de campeão brasileiro.

          Se a esperança era grande, a tensão era maior e sob um céu carregado de nuvens cinzentas, o jogo foi para o intervalo com a igualdade no placar. Aos 11 minutos da etapa complementar, porém, Valdomiro sofreu falta quando avançava pela ala direita. O árbitro marcou a infração, e o próprio Valdomiro foi para a bola, Ao colocar na área, Figueroa subiu mais que toda a defesa adversária e um raio de luz rompeu as nuvens no céu para iluminar o local onde Figueroa cabeceou a bola para o fundo das redes.

          Todas as fotos e filmes mostram esse raio vindo das alturas, que iluminou precisa e unicamente, a cabeçada do craque chileno, ficando marcado na história do futebol como o "gol iluminado".

          Volta para casa e o fim

          Após toda a glória conquistada no Internacional, Figueroa decidiu, sem qualquer explicação, voltar para o seu país em 1977 para jogar no Palestino. Já com a alcunha de Don Elías Figueroa, participou de uma conquista da Copa do Chile, e logo depois foi protagonista no que seria a maior série invicta da história do clube, onde totalizou 44 jogos sem perder.

          Figueroa gostava e sabia que seu lugar era entre os melhores. Em 1981, o Capitão foi contratado para jogar a Liga dos Estados Unidos. Havia os melhores jogadores como Franz Beckenbauer e Johan Cruyff. O destino foi a cidade de Fort Lauderdale na Flórida, onde jogou ao lado de outras figuras internacionais como Gerd Müller e Teófilo Cubillas.

          No entanto, àquela altura, Figueroa já estava com a cabeça voltada para a seleção chilena, nas Eliminatórias para o Mundial da Espanha, em 1982. Por esta razão, Colo-Colo, em parceria com a Televisão Nacional, conseguiu trazer de volta Don Elias para jogar o Campeonato Chileno.

          Depois da Copa do Mundo, em contrapartida, no auge de seus 37 anos, Figueroa esperou o dérbi contra o Universidade do Chile, no dia 1 de janeiro de 1983, para anunciar sua aposentadoria das atividades profissionais, encerrando uma carreira de 18 anos de sucesso.

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          Elías Figueroa (CHI)
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