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          Clarence Seedorf: Il Professore

          Texto por ogol.com.br
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          Clarence Seedorf foi um mestre do futebol. Sua inteligência guiou uma carreira irrepreensível, marcada por quase um título por temporada. Ao todo, foram 22 troféus em 22 anos de carreira. Mas as taças não resumem o holandês. 

          Nascido no Suriname, em um primeiro de abril de 1976, Seedorf foi uma das grandes verdades do futebol mundial. Com classe e categoria, elevou o nível dos clubes onde defendeu, de Amsterdã até o Rio de Janeiro. 

          O começo foi no Ajax com Louis van Gaal. A geração que começava no profissional no início dos anos de 1990 tinha nomes como Frank e Ronald de Boer, Edgar Davids, Patrick Kluivert e o Clarence Seedorf, o menino que tinha deixado o Suriname com apenas dois anos para se criar na melhor escola de talentos futebolísticos do mundo. 

          O jovem Clarence estreou no profissional com 16 anos. Com 18, já esboçava protagonismo e era campeão holandês. Um ano a mais e já estava na final da Liga dos Campeões... 

          Seedorf era titular do Ajax na temporada 1994/95. A temporada em que o time massacrava os rivais locais com goleadas por 5, 7, 8 a 0, sem piedade até dos grandes. 

          Na Liga dos Campeões, não foi diferente. O Ajax foi deixando oponentes pelo caminho até disputar a final com o Milan no dia 24 de maio de 1995. A maturidade de Seedorf impressionava, mas o título não foi nada fácil e só veio com um gol de Patrick Kluivert já perto do fim. 

          O nome de Seedorf ganhou força na Itália e a Sampdoria o levou ao país. A campanha na Serie A, entretanto, não estava à altura de Seedorf. 

          De volta ao topo da Europa

          Na temporada seguinte, o craque foi para Madri defender o poderoso Real. O clube estava há três décadas sem conquistar a Liga dos Campeões... 

          ©Getty / Neal Simpson - EMPICS

          Com Seedorf, entretanto, os Merengues reconquistaram sua soberania na Europa. Em 1998, Seedorf voltou a decidir a Champions contra uma equipe italiana. 

          Dessa vez era a Juventus. Novamente protagonista, o meia viu Mijatović marcar o gol que levou de volta para o Bernabéu o título tão desejado pelos Merengues

          Ainda em 1998, Seedorf jogou sua primeira, e única, Copa do Mundo. Se em Madri ele tinha Roberto Carlos como companheiro, na Copa da França o brasileiro estava, obviamente, do outro lado. 

          A Holanda tinha um grande time, mas, após um emocionante duelo pelas semifinais, os brasileiros mandaram os holandeses de volta para casa. 

          Seedorf voltou para Madri, fez parte do início de uma nova campanha vitoriosa na Champions, mas deixou o clube antes do final do torneio para defender o Milan. 

          Protagonismo na Itália

          Aí, sim, com protagonismo na Itália. Se com a camisa da seleção holandesa Seedorf nunca foi, de fato, um jogador que rompeu barreiras, apesar das três Euros que disputou (os holandeses ficavam sempre no quase), por clubes o meia foi mais do que vencedor. 

          Em Milão, Seedorf conseguiu o time que merecia na Itália para dominar não só o país, como a Europa e o mundo. Primeiro em 2003, com uma vitória dramática sobre a Juventus. Seedorf foi recordista como o primeiro a conquistar a Liga dos Campeões por três clubes diferentes. 

          Em 2007, com a companhia de Kaká e Pirlo em um meio-campo histórico, Seedorf voltou a levar o Rossonero ao topo da Europa. No final do ano, o meia conquistou seu único mundial de clubes ao superar o Boca Juniors na decisão. 

          Depois de anos de idolatria e títulos na Europa, Seedorf aceitou um convite do Botafogo e foi dar seus últimos chutes na bola em General Severiano. 

          Fim de carreira no Brasil

          A estreia, contra o Grêmio, no Engenhão, em 22 de julho de 2012, foi frustrada por um gol do boliviano Marcelo Moreno. Mas a trajetória de Seedorf vestindo alvinegro foi brilhante. 

          Acostumado a jogar em grandes campos na Europa, Seedorf viu um pouco do outro lado na bola e viveu experiências marcantes. Como, por exemplo, jogar em Moça Bonita, tradicional campo do Rio, debaixo do sol "senegalesco" do verão carioca. 

          A campanha alvinegra no Estadual de 2013 foi impecável. Campeão tanto da Taça Guanabara quanto da Taça Rio, o Glorioso foi o campeão carioca e Seedorf colocou mais um troféu em sua galeria. 

          Naquele ano, o meia ainda desfilou sua categoria pelos gramados brasileiros e ganhou a Bola de Prata por seu protagonismo no Campeonato Brasileiro. 

          O Botafogo fez grande campanha e acabou conquistando uma vaga na Libertadores. O holandês, entretanto, não esteve no torneio: Seedorf pendurou as chuteiras para voltar a Milão e iniciar trajetória como treinador no Milan. 

          Sua passagem como técnico do Rossonero não durou muito, mas Seedorf, nos anos seguintes, manteve sua classe nos trabalhos seguintes tanto por clubes como no futebol de seleções. Professor em campo, professor fora das quatro linhas. 

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          Clarence Seedorf (NED)
          Clarence Seedorf (NED)
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          Comentários (1)
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          motivo:
          DU
          Do Real para a Inter!
          2020-04-01 09h59m por Dudez
          O texto diz: "Seedorf voltou para Madri, fez parte do início de uma nova campanha vitoriosa na Champions, mas deixou o clube antes do final do torneio para defender o Milan. "

          Porem ele saiu do Real para defenter a Inter de Milao antes de rumar para o Milan.