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          Uwe Seeler: o precursor dos centroavantes

          Texto por Ryann Gomes
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          Há quem diga que quando um jogador se dispõe a passar toda carreira em alto nível e sempre no mesmo clube, acumulando números inacreditáveis, este está próximo da imortalidade futebolística. Uwe Seeler é o exemplo perfeito. O alemão, conhecido como o 'primeiro centroavante da história', fez do Hamburgo a sua casa e da área adversária o seu parque de diversões.

          Seeler foi um precursor "tanque alemão", aquele tipo de atacante avançado que fazia o terror dos adversários, o famoso centraoavante. Baixinho, para a média dos jogadores de ataque, com apenas com 169 cm de altura, gordinho, o jogador era conhecido como Der Dick, "o gordo" em Alemão.

          Uwe era dono e senhor da área onde se movia. Na Alemanha, além de gordo, também o tratavam como "Rei das Dezoito Jardas" e a sua lenda de goleador perdura para além do seu "reinado". Curiosamente, Seeler, apesar de muito talento e um caminhão de gols, só venceu dois títulos ao longo da sua incrível carreira: um Campeonato Alemão em 1959/60 e uma Copa da Alemanha em 1962/63.

          A história na seleção e nas Copas

          Na seleção alemã estreou somente com dezoito anos, meses depois da Alemanha ter conquistado o Mundo sob a batuta de Fritz Walter, em Berna, na improvável vitória sobre a Hungria. Pendurou as chuteiras na seleção em 1970, depois de terminar a aventura no Mundial do México. Dois anos depois, a Alemanha conquistaria a Euro e, em 1974, a jogar em casa, conquistaria a segunda Copa do Mundo. 

          Uwe perdeu por meses um título mundial e pendurou as chuteiras antes da sua Alemanha Ocidental voltar a pisar o topo do Mundo. Viveu entre conquistas sem as conquistar, mas é imprescindível para a história da grandeza alemã dentro dos campos de futebol.

          Com Seeler, os alemães chegaram às semifinais de 1958, eliminados pelos anfitriões suecos e batidos pelos franceses na disputa pelo terceiro lugar. No Mundial seguinte, no Chile caíram nas quartas, vítimas dos iugoslavos.

          Em 1966, o gol polêmico de Geoff Hurst deu o título aos ingleses na grande final. Em 1970, mais uma vez uma eliminação na semifinal, desta vez a derrota a derrota foi para a Itália, naquele 4 a 3 que ainda hoje é considerado o Jogo do Século.

          Apesar da ausência de conquistas representando seu país, Uwe entrou para a história por um feito que é pra poucos. O "primeiro centroavante" da história também foi o primeiro jogador a marcar em quatro Copas do Mundo diferentes. Seeler fez dois gols em 58, 62 e 66 e três em 70. Além do alemão, apenas Pelé, Cristiano Ronaldo e o compatriota Miroslav Klose alcançaram este feito.

          Um amor pelo Hamburgo

          No Hamburgo, o seu grande amor, marcou uma era no Gigante do Norte. Foi lá que nasceu, cresceu e viveu sempre, transformando o Volksparkstadion em sua casa.

          Os torcedores aprenderam a amar o clube com ele em campo, gritando "Uwe, Uwe, Uwe" sempre que ele pegava na bola e arrancava em direção ao gol, que raramente falhava. 520 jogos e 446 gols, apontam o tamanho de Seeler para o . Uwe Seeler ajudou o HSV, como é conhecido o Hamburger Sport Verein, a ser o que é. Um grande do futebol alemão e europeu. 

          A lenda da camisa azul mostrou todo seu amor nos seus gols, nas suas façanhas e na lealdade, já que recusou dezenas de propostas milionárias para deixar a Alemanha. 

          Nem mesmo a fortuna oferecida pela Inter de Milão, em 1961, lhe fez deixar o Hamburgo. Foi vestindo azul que o centroavante conquistou por três vezes o prêmio de melhor jogador do futebol alemão: 1961, 1964 e 1970.  

          Sua história foi reconhecida. Seeler foi o segundo jogador alemão a ser agraciado com o título de capitão honorário da seleção nacional, juntando-se a Fritz Walter. Foi também o melhor marcador da primeira edição da Bundesliga fazendo parte da escolha dos cem melhores jogadores do centenário da Fifa, uma justa homenagem para um dos grandes jogadores de todos os tempos.

          Um goleador, que praticamente mostrou ao mundo como se posicionar na área adversária, deixou o futebol sem os títulos que merecia, mas deixou um legado que jamais será esquecido.

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