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        Sérgio Bernardino: o Chulapa

        Texto por Ryann Gomes
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        Talentoso, explosivo e controverso. Serginho Chulapa é o maior artilheiro da história do São Paulo, com 230 gols em jogos oficiais, e foi um dos maiores centroavantes do futebol brasileiro em todos os tempos.

        Sérgio Bernardino nasceu no bairro paulistano da Casa Verde, no dia 23 de dezembro de 1953. Desde muito jovem, Chulapa sempre demonstrou aptidão pelo futebol. Tanto que, aos 12 anos, começou a jogar em times de várzea da zona norte de São Paulo, como o Cruz da Esperança e o Vasco da Gama.

        Após ser dispensado dos juvenis da Portuguesa, em 1968, chegou a trabalhar como entregador de leite e ajudando sua mãe colocando etiquetas em cortinas e camisas. Serginho participou, em 1970, de uma peneira na Casa Verde. Sua atuação encantou o técnico dos juvenis do São Paulo, que o chamou para jogar em seu time.

        Faro de gol e idolatria no Tricolor

        O início de Chulapa no Tricolor Paulista não foi tão fácil. Promovido aos profissionais, em 1973, pelo saudoso Telê Santana, Serginho teve uma primeira oportunidade em amistoso contra o Bahia, mas não convenceu o comandante são-paulino. Pouco depois, o atacante foi emprestado para o Marília, onde permaneceu por seis meses.

        No ano seguinte, em sua volta ao São Paulo, Serginho já estava mais encorpado e passou a chamar a atenção pela habilidade e frieza na hora de finalizar, apesar do jeito desengonçado.

        Sua sina em fazer gols deu início no Campeonato Paulista de 1975, onde foi  campeão e goleador máximo do certame, com 22 gols. Com 1,95m, Chulapa transformou os zagueiros em suas presas fáceis.

        O título inédito, a suspensão e a saída do Morumbi

        Apesar das artilharias e dos três títulos conquistados em sua passagem pelo Tricolor, Serginho teve o seu ápice no clube em 1977. Nesta temporada, o atacante viria a conquistar seu primeiro grande título, o até então inédito Campeonato Brasileiro.

        Vivendo uma das maiores fases de sua carreira, Chulapa também sofreu com seu temperamento. Durante uma partida entre São Paulo e Botafogo de Ribeirão Preto, onde o Tricolor perdia por 1 a 0, o centroavante marcou o que seria o empate aos 45 minutos do segundo tempo, mas o bandeirinha anulou a jogada... motivo suficiente para Serginho partir para cima do assistente. De acordo com a súmula do árbitro da partida, o jogador deu um pontapé na canela do bandeira Vandevaldo Rangel.

        O ato impensado rendeu suspensão de 14 meses, depois encurtada para 11. Com isso, Serginho ficou fora da reta final do primeiro título brasileiro do Tricolor, e, consequentemente, fora da Copa de 1978 para a qual era fortemente cogitado.

        Na volta da suspensão, Chulapa continuou marcando seus gols e garantiu, enfim, uma vaga na Copa do Mundo da Espanha. Às vésperas do Mundial, a lesão de Careca levou Serginho direto para a titularidade de uma das maiores seleções da história do país. No entanto, o seu estilo de jogo não combinou com o futebol que era praticado por aquele selecionado. Á época, o centroavante foi considerado uma das decepções do selecionado canarinho.

        Simultaneamente, no segundo semestre, passou a perder importância no São Paulo, indo e voltando do banco de reservas. Era hora do fim do primeiro ato de sua carreira: nove anos depois de chegar ao Morumbi, Serginho saiu. Para ganhar nova idolatria.

        Do protagonismo no Peixe às "férias" no Corinthians

        Foi no começo de 1983, aos 29 anos, escolhido a dedo e merecendo gasto generoso do presidente Milton Teixeira, que Serginho Chulapa se adaptou rapidamente. Gols não faltaram: já no Campeonato Brasileiro, foi novamente artilheiro, com 22 gols.

        Tendo a seu lado nomes técnicos, como o meio-campista Pita, ou firmes, como o zagueiro Márcio, o centroavante se viu novamente no confortável papel de referência, de homem-gol, daquele em quem a torcida sempre confia. E Serginho merecia a confiança. A prova definitiva disso veio em 2 de dezembro de 1984: foi o autor do gol do título paulista do Peixe, no 1 a 0 sobre o rival Corinthians.

        Dois anos e algumas polêmicas acumuladas depois, Serginho Chulapa foi comprado pelo Corinthians, que ambicionava formar um time estelar para o Campeonato Brasileiro, o centroavante se entrosou com alguns como Casagrande, mas ficou isolado por outros, que ainda levavam as mágoas do Paulista ganho pelo jogador e perdido pelo clube em 1984. As atuações foram decepcionantes, e na volta ao alvinegro praiano, em 1986, Serginho foi claro: “Estou de volta ao Santos, após um período de férias no Corinthians”.

        Idas e vindas até o fim

        O Santos havia se tornado a casa de Serginho, que até tentou se destacar longe da Vila Belmiro em algumas oportunidades, mas não obteve sucesso. A primeira experiência internacional se deu no Marítimo, de Portugal, que chegou ao fim após míseros cinco jogos e quatro gols marcados. 

        Não parou por aí. Iludiu-se novamente ao deixar o Peixe motivado por um projeto que o levou ao Malatyaspor, da Turquia, em 1988: mesmo sendo acompanhado do goleiro Carlos e do atacante Éder, ele teve problemas com adaptação e com os salários não pagos, e não sossegou enquanto não deixou Malatya para voltar à Baixada Santista.

        Depois de aventuras em Portugal, na Turquia e até no Egito, Chulapa passou a "andarilhar" por clubes do interior de São Paulo, tais como: Portuguesa Santista, São Caetano e Atlético Sorocaba até pendurar suas chuteiras em 1993. 

        Assim como fez no São Paulo, Serginho Chulapa também cravou raízes no Santos, anotando mais de 100 gols com a camisa alvinegra, se tornando um dos quatro maiores artilheiros do clube após a "Era Pelé".

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