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        Histórias do futebol
        Histórias do Futebol

        Marinho, o craque que levou o Bangu a uma final de Brasileiro

        Texto por Paulo Mangerotti
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        Em meados da década de 1980, ressurgia no cenário do futebol do Rio de Janeiro (e do Brasil) o Bangu, tradicional clube carioca que vivera as maiores glórias entre os anos de 1950 e 1960. Grande parte do sucesso nos anos 1980 se deve a Marinho, o craque que levou o Alvirrubro até a final de um Campeonato Brasileiro.

        Mário José dos Reis Emiliano, o Marinho, é dos mineiros mais cariocas que já existiu. Conhecido nos tempo de Bangu pela presença fácil nas praias, boemia e pelos característicos cordão de ouro e óculos escuros, o ponta direita é nascido em Belo Horizonte, onde foi revelado pelo clube de coração, o Atlético Mineiro.

        Pelo Atlético, desde muito jovem, Marinho já se destacava junto a outros companheiros de categoria de base na época, como Reinaldo, Marcelo Oliveira e Paulo Isidoro. Não à toa, em 1976 foi convocado pela seleção brasileira para as Olimpíadas de Montreal.

        O craque Alvirrubro

        A história de Marinho no futebol, porém, está intimamente ligada ao Rio de Janeiro. Foi lá onde ele brilhou com a camisa do Bangu e também pelo Botafogo. Tudo começou em 1983, período que coincidiu com o alto investimento de Castor de Andrade, controverso mecenas do clube.

        Contratado junto ao América de São José do Rio Preto por 40 mil cruzeiros, em uma negociação que também envolveu o ex-atacante Dreiffus, o jogador chegou cercado de expectativas em meio a montagem de elenco que Castor de Andrade preparava na época - depois dele chegariam outros nomes, como Cláudio Adão e Paulinho Criciúma. 

        O grande ano de Marinho no futebol brasileiro foi em 1985, que também é lembrado de forma recorrente pela inusitada final entre Bangu e Coritiba. O time carioca sairia derrotado, nos pênaltis.

        Naquele Campeonato Brasileiro, Marinho foi absoluto. Vice-artilheiro, ele foi reconhecido como craque daquela edição, eleito também para a seleção do campeonato.

        O sucesso era tanto que se tornava impossível ignorá-lo na seleção brasileira. O ponta direita foi convocado por Telê Santana para amistosos que antecederam a Copa do Mundo de 1986. Segundo relatos da época, por pouco ele ficou fora da lista que foi defender o Brasil no México.

        Mesmo em alta e supercobiçado pelo mercado, Marinho seguia no Bangu como resultado do esforço de Castor de Andrade.

        "Falando o nome dele eu fico totalmente arrepiado, ele foi um camarada maravilhoso, me atendia muito bem. Quando encontrava com ele, não ficava sem dinheiro nenhum, ele me ajudou muito, foi sensacional comigo. O seu Castor tinha a arma dele. Até pelo jeito que vivia, tinha que ter uma arma. Era muito dinheiro e você sabe como que é... Mas ele foi um homem maravilhoso", disse o ex-jogador em entrevista para a UOL. Além de dirigente do Bangu, Castor era conhecido por negócios relacionados com o jogo do bicho.

        Os difíceis anos seguintes

        Pelo Bangu, Marinho finalizaria sua primeira passagem em 1987. O destino foi o Botafogo, clube que contratou também outros dois destaques dos anos de ouro do Alvirrubro, o zagueiro Mauro Galvão e o meia Paulinho Criciúma. 

        Apesar do pouco tempo em General Severiano - apenas duas temporadas - Marinho caiu no gosto da torcida botafoguense, ainda que não por muitos jogos. Por lá, se sagrou campeão carioca, título que encerrou um jejum de 21 anos do clube sem levantar a taça.

        A passagem no Botafogo, bem como a história de Marinho no futebol, não foram a mesma depois que o jogador perdeu seu filho afogado, na piscina de sua casa, em meio a entrevista que concedia para um jornalista. O jogador passou a enfrentar lesões, depressão e problemas financeiros.

        Ainda assim, voltaria para o Bangu em mais três oportunidades: na saída imediata do Botafogo em 1989, em 1993 e em 1996, quando encerrou a carreira. Pelo Bangu, foram 235 partidas e 82 gols. Lá, ele sempre será lembrado como um ídolo, e até mais do que apenas o craque que levou o clube para uma final de Campeonato Brasileiro.

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