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          Um sorriso chamado Toninho Cerezo

          Texto por Carlos Ramos
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          A missão de Toninho Cerezo neste mundo foi fazer sorrir.  Desde criança, buscou alegrar os outros. Mesmo quando conviveu com dores na vida e na bola, que acabaram sendo cruzes a se carregar pelo caminho. Ainda assim Toninho sorriu e fez sorrir quem o via pelos palcos e gramados. 

          Sim, palcos. O pai de Toninho era palhaço, o palhaço Moleza, e Toninho, o palhaço Dureza. E dura foi sua vida quando, aos oito anos, perdeu o pai. 

          Apesar de certa fama, até pelo fato de a mãe, Helena, também trabalhar no circo e como atriz, Toninho tinha uma vida humilde. Viveu em um barraco com sua mãe no bairro Esplanada, em Belo Horizonte.

          Dona Helena cuidou do menino, até que o menino cresceu e passou a cuidar de dona Helena. Toninho foi visto por olheiros do Atlético jogando bola em BH e teve que escolher entre o circo e o futebol. Escolheu a bola. 

          Antes de começar no profissional do Galo, foi para o Amazonas defender o Nacional. Lá, chorou ao receber o primeiro salário e enviou boa parte para a mãe. 

          Quando voltou para casa, Toninho pôde ser lapidado pelo Mestre Telê Santana. Se firmou no time a partir de 1974 e em 1976 foi protagonista para ajudar o Alvinegro a acabar com a soberania do Cruzeiro em Minas. 

          Foi o primeiro de seis títulos mineiros de Toninho. Entre 1978 e 1982, conquistou um pentacampeonato mineiro histórico, ao lado de Reinaldo em um dos grandes times da história do Galo. 

          Com sua classe, Toninho controlava o meio-campo e era o pilar do sucesso do time. Foi ainda três vezes Bola de Prata e duas vezes eleito o melhor jogador do Campeonato Brasileiro. 

          O grande desempenho do meia, vice-campeão duas vezes do brasileiro, e a confiança de Telê em seu futebol o levaram também a vestir, com frequência, a camisa da seleção brasileira. 

          Carreira na seleção 

          Toninho estreou na seleção em 1977, uma goleada de 6 a 0 contra a Colômbia. Não saiu mais do time e foi titular na campanha da Copa do Mundo de 1978. 

          Toninho fez uma campanha impecável na Argentina, e mesmo a seleção brasileira. Mas pelo polêmico jogo entre Argentina e Peru, que acabou com goleada contestada dos argentinos, o Brasil ficou de fora da final. 

          A expectativa foi maior para 1982. A seleção brasileira tinha um time extraordinário: da defesa, com Oscar, Leandro, Júnior; passando por Toninho, Falcão, Sócrates, Zico... 

          O time chegou a vingar a Copa de 1978 com vitória sobre a Argentina, mas o jogo contra a Itália, no Sarrià, acabou sendo a grande mancha na carreira de Toninho. 

          Aquele grande time brasileiro até respondeu bem no ataque, mas Toninho não foi o pilar de sempre na saída de jogo e teve erros decisivos na derrota por 3 a 2, o triunfo do esforçado Rossi contra a magia brasileira. 

          Sucesso na Itália 

          Coincidência, ou não, Toninho acabou indo para o futebol italiano em 1983. Foi para a capital jogar com Paulo Roberto Falcão na Roma, e teve ótimos momentos. 

          Na primeira temporada, jogou bastante: 41 partidas. Foi campeão da Copa da Itália, mas foi vice-campeão italiano e perdeu, nos pênaltis, a Liga dos Campeões para o Liverpool

          Nas temporadas seguintes, Toninho não jogou tanto, mas ficou marcado por ter marcado o gol do título da Copa da Itália em 1986, contra a Sampdoria. 

          A Sampdoria seria o próximo destino de Toninho. Depois de ter sido cortado da Copa daquele ano de 1986 por lesão, Toninho foi para Gênova defender a Samp. 

          Foi seu ápice no futebol italiano. Toninho reencontrou a classe, o sorriso e também os títulos. Foi duas vezes campeão da Copa da Itália e conseguiu ir além. 

          Cerezo foi protagonista no único título italiano da Samp. Se não atuou tão regularmente, em decorrência de problemas físicos, acabou deixando sua marca no jogo que garantiu o troféu, contra o Lecce.

          Na temporada seguinte, Toninho voltou a atuar com regularidade. Conquistou a Supercopa em cima de seu ex-time, a Roma, e foi titular na campanha que colocou a Samp na final da Liga dos Campeões. O brasileiro, porém, deixou o continente sem a conquista do torneio, dessa vez derrotado pelo Barcelona. 

          O reencontro com Telê

          Ainda em 1992, Toninho Cerezo reencontrou Telê Santana no Morumbi. Mesmo já em final de carreira, ajudou o Tricolor em um dos momentos mais vitoriosos da história do clube. 

          Com sua experiência, liderança e classe, Toninho comandou o São Paulo no título Paulista ainda em 1992. Foi bicampeão da Libertadores e do Mundial, com destaque especial para a atuação contra o Milan, na decisão do Mundial. 

          Em dois anos, Toninho conseguiu deixar marcado seu nome na história são-paulina. A passagem foi curta, mas recheada de títulos e sorrisos. 

          Ainda defendeu o Cruzeiro, o Paulista, o América e, por fim, se despediu do futebol com as primeiras cores que vestiu: o alvinegro do Atlético Mineiro. 

          Carreira como treinador 

          Depois de aposentado, Toninho Cerezo iniciou carreira como técnico no Vitória, chegou a trabalhar no Atlético Mineiro e dirigiu também Guarani e Sport. 

          Sua trajetória como treinador, entretanto, teve mais sucesso na Ásia. É um nome respeitado no Japão por seus títulos pelo Kashima Antlers. Trabalhou também com sucesso nos Emirados Árabes. 

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