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        Manga: um símbolo para os goleiros

        Texto por ogol.com.br
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        O dia 26 de abril se tornou o dia dos goleiros por causa de um tal de Aílton Corrêa Arruda. O nome não é tão familiar, mas se dissermos Manga, certamente você sabe que se trata de uma referência para qualquer goleiro brasileiro. 

        Manga se tornou um símbolo para os goleiros não apenas pelas grandes defesas, como também pela coragem que tinha futebol. Esta coragem o deixou com sequelas ao longo da vida, que ficam expostas em seus dedos tortos. Mas Manga ficou marcado, também, por muitos títulos. 

        Início no Sport e ida ao Rio 

        Manga nasceu em Recife em 26 de abril de 1937. Teve uma infância pobre e o futebol acabou por ser a sua saída para uma vida melhor para ele e para a família. 

        Aos 17 anos, fez um teste no Sport e passou. Manga jogava sem luvas e se jogava nos pés dos atacantes sem medo. Logo, virou referência no Sport. 

        Seu sucesso logo chegou aos ouvidos dos dirigentes do Botafogo, que tinha uma verdadeira seleção na época. Em 1959, desembarcou no Rio para vestir alvinegro. 

        Ídolo alvinegro e decepção na seleção

        Em General Severiano, Manga se tornou uma verdadeira lenda. Ao lado de Nilton Santos, Mané Garrincha e companhia, fez história e conquistou muitos títulos. 

        Ajudou o Glorioso a ser tetracampeão carioca e ainda levou três títulos do Rio-São Paulo. Foram mais de 400 partidas em General Severiano. Manga foi o goleiro botafoguense no maior momento da equipe alvinegra. 

        Suas defesas ganharam o mundo. Manga passou a ser chamado para a seleção brasileira. Em 1966, defendeu a seleção na Copa do Mundo, mas não foi feliz. 

        Titular no lugar de Gilmar na partida contra Portugal, Manga não jogou bem, falhou e deixou Eusébio passar por cima. O 3 a 1 dos portugueses eliminou o Brasil. 

        Manga ficou marcado. Depois da derrota na Copa, o goleiro só fez mais uma partida na seleção brasileira, em 1967, completando dez jogos pela seleção. Foi o fim de sua história pelo Brasil. Até porque João Saldanha seria o técnico para a Copa de 1970 (pelo menos até ser demitido meses antes do Mundial). E a história de Manga com Saldanha não era tão saudável... 

        Polêmica e saída do Botafogo 

        Ainda em 1967, o Botafogo perdeu o título Carioca e Manga foi alvo de uma polêmica. O técnico João Saldanha acusou o goleiro de ter se vendido. Manga, em rede nacional, desafiou o técnico a comparecer na piscina do clube. 

        Saldanha foi, mas armado. O treinador sacou uma arma para atirar no goleiro, que saiu correndo e teve de pular o muro para fugir do disparo do comandante. 

        Manga deixou o Botafogo a seguir e foi parar no Nacional, de Montevidéu. No Uruguai, o goleiro viveu, talvez, o ápice de sua carreira, com conquistas marcantes. 

        Além de ajudar o Nacional a ser soberano no Uruguai, com um pentacampeonato uruguaio, Manga  foi protagonista nos títulos da Libertadores e do Mundial de Clubes. 

        Foi em 1971, superando o Estudiantes na decisão da Libertadores e o Panathinaikos na decisão do Intercontinental. Manga voltaria ao Brasil em alta. 

        Mais títulos e idolatria no Inter

        Manga voltou para Porto Alegre. Foi defender o Internacional em 1974 e fez história no clube. O Inter foi soberano no Rio Grande do Sul e também no Brasil. 

        Em 1975, o Colorado foi campeão brasileiro. Na final, contra o Cruzeiro, Manga fez a defesa mais difícil da carreira: defendeu uma bala de Nelinho em cobrança de falta. Com a meta intacta, o goleiro celebrou o título brasileiro. 

        Manga, e o Inter, seriam campeões brasileiros novamente no ano seguinte. Mais uma vez sem sofrer gols na final, dessa vez contra o Corinthians, Manga foi eleito o melhor goleiro da competição. 

        O veterano e mais títulos 

        Manga teve uma carreira longa e seguiu perseguido pelos títulos em seus últimos anos em Operário, Coritiba e Barcelona de Guayaquil. Na capital paranaense, fez uma famosa defesa nas cobranças de pênalti da decisão do título Estadual de 1978, parando o chute de Paulinho e dando o título ao Coxa. 

        Já com 42 anos, foi encerrar a carreira no Equador e foi bicampeão nacional. Aos 44, encerrou a carreira como ídolo e seguiu no clube nos anos seguintes como treinador de goleiros. 

        Treinou uma geração de cinco goleiros que serviram a seleção do Equador. Voltou ao Brasil e, já com a saúde debilitada e sem dinheiro, passou a viver, em 2020, no Retiro dos Artistas, no Rio de Janeiro.

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        Manga (BRA)
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