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        Carlos Bianchi, o técnico que dominou a América

        Texto por ogol.com.br
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        Se a América teve um rei no início do século, ele se chama Carlos Bianchi. O treinador montou o maior time da história do Boca Juniors e conseguiu soberania incontestável no continente. 

        Nascido em Buenos Aires em 26 de abril de 1949, Bianchi foi um atacante respeitável, de nível até de seleção argentina. Mas nada que chegasse perto de seu sucesso como treinador... 

        O atacante Bianchi começou a dar seus chutes no Vélez. Conquistou o primeiro campeonato argentino da história do clube e se consolidou como um dos grandes atacantes do país no início da década de 1970. 

        Já jogador de seleção e com muitos gols no currículo pelo Vélez, Bianchi foi jogar no futebol francês. Se por um lado perdeu espaço na seleção, sem nunca ter disputado uma Copa do Mundo, apesar dos sete gols em 14 jogos, Bianchi deixou seu nome marcado na história do futebol francês. 

        Primeiro pelo Reims, depois pelo Paris Saint-Germain. Era atacante com mais de 30 gols por temporada. Foi cinco vezes o principal goleador da Liga Francesa. 

        Nunca foi campeão, e disputou sua única Liga dos Campeões pelo Strasbourg. Marcou um hat-trick contra o Start, da Noruega, mas deixou a França meses depois. 

        Voltou para a Argentina, para o Vélez, onde conseguiu mais artilharias, mas não levantou troféus. Encerrou a carreira em 1985 após um último ano pelo Reims, onde foi ídolo 

        Os títulos que faltaram como jogador... 

        Bianchi teve uma carreira como jogador de muitos gols e poucas taças. Como treinador, porém, venceu os troféus que faltaram. Na verdade, títulos para dar e vender... 

        O argentino começou a carreira como treinador ainda na França, no Reims, onde deu seus últimos chutes como atacante e já começou a trabalhar como técnico. 

        Os primeiros cinco anos da carreira de Bianchi como técnico foram na França, com passagens, também sem grandes conquistas, por Nice e PSG. 

        Foi quando voltou para casa que Bianchi conseguiu mostrar sua cara como treinador. Usando a base, Bianchi montou um Vélez que dominaria o futebol argentino no início dos anos 1990. 

        O clube, que não era campeão argentino desde quando Bianchi era atacante, voltou ao topo do país com Bianchi como treinador, e o fez novamente nos anos seguintes, tanto no Apertura quanto no Clausura. 

        Bianchi transformou ainda o Vélez no maior clube do continente. Acabou com a soberania do São Paulo, de Telê Santana, e conquistou a Libertadores de 1994.

        No mesmo ano, o Vélez foi a Tóquio jogar o Mundial contra o Milan, de Fabio Capello. Não se intimidou e venceu por 2 a 0 para chegar ao topo do mundo. 

        O maior do Boca 

        A vitória sobre o Milan deixou Bianchi conhecido na Itália e o treinador foi levado pela Roma para a temporada 1995/96. O trabalho não foi bom. 

        O argentino conseguiu apenas 13 vitórias em 39 jogos e ainda ficou marcado por tentar se desfazer de Francesco Totti, que se tornaria um dos grandes ídolos da história do clube. Bianchi voltou para a Argentina e no Boca deixou de vez seu nome marcado na história. 

        O Boca estava há uns anos sem títulos, e Bianchi acabou com isso. O técnico comandou a transição da fase de Diego Armando Maradona para abrir espaço para jovens como Juan Román Riquelme. 

        Em uma geração que ficou marcada com nomes como Pato Abbondanzieri, Rodolfo Arruabarrena, os irmãos Schelotto e Martín Palermo, o Boca voltou a ser campeão argentino (o fizera quatro vezes só de 1998 a 2001) e dominou ainda a América. 

        Em 2000, nos pênaltis, o Boca de Bianchi superou o Palmeiras, de Felipão, e faturou a Libertadores daquele ano. No ano seguinte, o título veio em cima do Cruz Azul, do México. 

        Em 2003, esse fantástico Boca de Bianchi voltou a decidir a Libertadores contra um brasileiro. E o jogo decisivo foi no Morumbi, mas os Xeneize destroçaram o Santos, de Robinho e Diego. 

        Em 2000 e 2003, o Boca conquistou também o Mundial de Clubes, superando Real Madrid e Milan. A farta galeria de títulos faz Bianchi ser considerado o Senhor Libertadores dos técnicos. 

        Depois de uma passagem frustrada pelo Atlético de Madrid em 2005/06, Bianchi ainda treinou mais duas vezes o Boca e em 2016 ganhou uma estátua na Bombonera, para eternizar de vez suas glórias pelo clube. 

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