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          Jair da Rosa Pinto, o craque dos esquadrões inesquecíveis

          Texto por Carlos Ramos
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          Jair da Rosa Pinto foi um dos grandes craques em seu tempo. Esteve nos maiores esquadrões do futebol brasileiro nas décadas de 1940 e 1950 e teve uma carreira recheada de títulos, que não pode ser manchada nem pelo Maracanazo de 1950. 

          Jair é fluminense de Quatis. Nasceu em 21 de março de 1921 e ficou marcado como o Jajá de Barra Mansa (Quatis se emancipou de Barra Mansa, mas o apelido ficou). 

          No futebol, Jair começou no Madureira e formou o trio de ataque conhecido como "Os Três Patetas" com Orlando Lelé e Isaias. Da Conselheiro Galvão, se mudou com os companheiros para São Januário. 

          Jair era um meia habilidoso, o cérebro de todo o time que fez parte, com passes e lançamentos precisos e uma bola parada mortal. Na Colina, foi o cérebro do Expresso da Vitória

          Foi, talvez, o primeiro grande esquadrão brasileiro a fazer sucesso internacionalmente. Em 1945, Jair foi campeão carioca invicto na primeira grande conquista do Expresso da Vitória.

          O meia, porém, não ficou com o time para conquistar o Sul-Americano de 1948. Jair deixou a Zona Norte para a Zona Sul, onde vestiu a camisa rubro-negra. 

          Jair vestiu a camisa 10 do Flamengo, mas não por muito tempo. Acabou culpado por uma goleada sofrida contra o Vasco, em 1949, e caiu em descrédito. 

          O título e o fracasso 

          1949, porém, não foi só de inglórias para Jair. Neste ano, o craque foi o grande nome da seleção brasileira da Copa América. Não só da seleção, inclusive: Jair foi o artilheiro da competição. 

          Um meia cerebral, Jair, que tinha um chute potente, mostrou todo seu poder de fogo e marcou nove gols ao longo da campanha, dois deles na goleada na final sobre o Paraguai

           Jair, que já havia deixado o Flamengo rumo ao Palmeiras, se manteve protagonista na seleção brasileira na Copa do Mundo de 1950. Fez parte do baile contra o México, marcando um gol,  e deixou sua marca também no "Olé" contra os espanhóis

          O Brasil jogava livre, leve, e solto. A expectativa era de confirmação do título contra o Uruguai. Mas a história foi diferente: os uruguaios calaram o Maracanã e nos tiraram a taça. 

          O capitão palmeirense

          Depois da Copa, Jair voltou para o Palmeiras, e foi campeão paulista ainda em 1950, confirmando o título em clássico contra o São Paulo no qual a liderança do meia foi fundamental.

          Jair não fez parte da Academia, mas foi o capitão do time que conquistou o primeiro grande troféu internacional alviverde. Em 1951, o Rio de Janeiro foi sede de um outro grande torneio internacional: a Copa Rio. A competição reunia campeões da América do Sul e da Europa. 

          Na primeira fase, apesar de goleado pela Juventus, o Palmeiras venceu o Nice e o Estrela Vermelha e avançou para a semifinal. Jair enfrentou o Expresso da Vitória. 

          A classificação no Maracanã foi sofrida, e veio depois de uma vitória por 2 a 1 e um empate por 0 a 0. A decisão foi contra a Juventus, de novo no palco do Maracanazo. 

          O Palmeiras era o representante brasileiro e tinha o apoio da torcida, que queria diminuir os efeitos da derrota de 1950. Do choro de 1950 ao sorriso em 1951: Jair chegou ao topo do mundo. 

          O Palmeiras venceu a primeira partida contra a Juventus por 1 a 0. No jogo da volta, por duas vezes os italianos estiveram na frente, mas os palmeirenses conseguiram responder sempre e o título ficou com o Verdão.

          "Tive a chance em 51 de ser o que não consegui em 50: campeão do mundo", disse Jair após o triunfo diante da Juventus. Para muitos, esse time do Palmeiras, com Jair, foi melhor que as duas Academias do clube. 

          O Santos de Pelé: mais um esquadrão 

          Jair da Rosa Pinto ainda participou de mais um esquadrão histórico em sua carreira: o Santos de Pelé. Em 1956, ano em que fez seus últimos jogos pela seleção (no total foram 39 partidas e 22 gols), Jair trocou o Palmeiras pelo Santos. 

          Já era experiente, com 35 anos, e ajudou muito com sua experiência. O próprio Pelé garantiu que aprendeu muito com Jair, assim como Pepe, o Canhão da Vila, que disse mais tarde que aprendeu a bater na boa com Jair. 

          Jair fez parte de um ataque espetacular, com Dorval, Pagão, Pelé e Pepe. Foi campeão paulista logo em seu primeiro ano, em final vencida sobre o São Paulo. 

          Em 1958, o Santos voltou a ser campeão paulista, e contou com um poder de fogo nunca antes (e nem depois) visto: marcou 143 gols em 38 partidas. 

          Pelo Santos, Jair conquistou ainda o Rio-São Paulo de 1959. O meia, devido a sua categoria e inteligência, teve vida longa no futebol e jogou mesmo depois dos 40 anos, e em alto nível. 

          Defendeu ainda o São Paulo em 1962 e 1963 e encerrou a carreira na Ponte Preta. Jair ainda tentou a carreira como técnico e voltou a clubes como Santos e São Paulo, mas sem muito sucesso. 

          O craque inesquecível faleceu no dia 28 de julho de 2005, aos 84 anos de idade, vítima de embolia pulmonar.

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