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        A Fúria Espanhola: 2008-2012

        Texto por ogol.com.br
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        Pela primeira vez depois de muitas décadas, o apelido de Fúria fez sentido para a seleção espanhola de futebol entre 2008 e 2012. No período, o país conquistou a Europa, e o mundo, com craques simplesmente inesquecíveis. 

        A trajetória de Casillas, Sergio Ramos, Capdevilla, Puyol, Piqué, Busquets, Xavi, Fàbregas, Iniesta, Xabi Alonso, David Silva, David Villa, Fernando Torres, Pedro e companhia começou com Luís Aragonés e terminou com Vicente Del Bosque, com as três taças que o futebol espanhol nunca irá esquecer. 

        Início com Aragonés

        Aragonés começou a revolucionária renovação na seleção espanhola. Deu não só espaço, mas protagonismo, a nomes que pediam passagem no time. 

        A espinha dorsal da equipe foi montada durante a Eurocopa de 2008. O início foi na base de suor, embora o time já começasse a mostrar o brilho que conquistaria o mundo. 

        Depois de três vitórias na primeira fase, a Espanha enfrentou a Itália nas quartas de final. Não era qualquer Itália, mas a Azzurra que havia sido campeã do mundo dois anos antes. 

        A Espanha, já com Aragonés, buscava tratar bem a bola, mas com objetividade. Diante da forte defesa italiana, entretanto, ficou difícil: a classificação só veio nos pênaltis. 

        O adversário seguinte foi a Rússia, que já havia sido goleada na fase de grupos. O primeiro tempo, entretanto, deixou dúvidas: 0 a 0. Mas todas elas acabaram na segunda etapa: sob a maestria de Iniesta e com gols de Xavi, Guiza e David Silva, a Fúria venceu por 3 a 0. 

        A final foi outra briga de cachorro grande, contra a Alemanha. Aí, apareceu o herói, o Niño Torres. O atacante recebeu bola de Xavi na frente, chegou antes da defesa e tirou de Lehamnn para marcar o único gol de uma partida que só poderia ter tido um vencedor: a Espanha. 

        Da Europa para o mundo com Del Bosque 

        Depois do título da Euro, Aragonés deixou o comando da Espanha. Del Bosque, de carreira vitoriosa no Real Madrid, assumiu. O time manteve a base e o estilo de jogo, sempre privilegiando a bola. 

        Talvez, até, o time tenha perdido um pouco a objetividade e ganhado mais amor à posse da bola. Mas foi com a redonda nos pés que Del Bosque conquistou o mundo. 

        Nem a derrota para os Estados Unidos, na semifinal da Copa das Confederações, apagou o bom trabalho de Del Bosque, que conseguiu dez vitórias em dez jogos das Eliminatórias para a Copa do Mundo da África do Sul. 

        Foi sob o som das vuvuzelas que a Espanha alcançou o topo do mundo, coroando um momento único do futebol no país, que dominava o futebol de clubes com o Barcelona de Pep Guardiola e o de seleções com a Fúria de Del Bosque. 

        Muitos dos artistas eram repetidos, como Busquets, Iniesta e Xavi, e na verdade os três faziam o futebol arte fluir. Mas a Espanha conseguiu dar aos craques barcelonistas complementos decisivos. 

        Como, por exemplo, David Villa, que marcou nas vitórias sobre Honduras e Chile após um início de Copa com derrota para a Suíça, por 1 a 0. 

        A partir de então, a Espanha juntou a arte com o sofrimento e foi vencendo sempre suas partidas pela contagem mínima, das oitavas até a grande decisão. 

        Villa foi o herói contra Portugal e Paraguai. Mas o duelo mais sofrido foi nas semifinais. A Alemanha, mais uma vez, esteve no caminho da Fúria. 

        Para avançar para a final, a Espanha precisou de mais que bom futebol. Precisou de um verdadeiro Tarzan chamado Carles Puyol. De cabeça, o zagueiro marcou o gol mais importante de sua carreira e colocou a Espanha na final. 

        O sofrimento, na verdade, foi ainda maior na decisão. Espanhóis e holandeses decidiam na primeira Copa em solo africano um novo campeão do mundo. 

        O jogo foi amarrado, tenso, nervoso. Passou do ponto, em alguns momentos, quase sempre com a presença de De Jong. Mas bola na rede, de fato, demorou. 

        A decisão foi para a prorrogação, quando apareceu o último herói espanhol. Andrés Iniesta conseguiu o arremate do título, um tiro que ficou para sempre marcado na história do futebol espanhol, e que fez Iniesta ser aplaudido em todos os estádios do país até o fim de sua carreira. A Fúria dominava o mundo! 

        O último ato 

        Campeã do mundo, a seleção espanhola se manteve no topo do futebol por mais alguns anos. Depois de mais uma eliminatória impecável com Del Bosque, a equipe chegou para a Eurocopa de 2012 como favorita. 

        Se chegar ao topo já é difícil, se manter lá por muitos anos é ainda mais. Mas essa Espanha, de Del Bosque, conseguiu. Com algumas caras novas, mas com a mesma espinha dorsal, o time espanhol levou mais uma taça para casa. 

        A campanha, mais uma vez, teve seus dramas: um empate contra a Itália na primeira fase e uma classificação para a final só nos pênaltis, contra Portugal. 

        Mas a final foi épica, talvez a grande atuação da Espanha de Del Bosque. O adversário foi o time italiano, que acabou levando um dos maiores banhos de bola de sua história. 

        Soberana de ponta a ponta, a Espanha voltou a ter a objetividade do primeiro título europeu e massacrou, em um 4 a 0 sem deixar dúvidas, com gols de David Silva, Jordi Alba, Villa e Juan Mata. A Itália caiu de quatro, e a Espanha fechou com chave de ouro seus anos de sonho. 

        Del Bosque ainda seguiu comandando a seleção por mais algum tempo, mas os anos de vitória acabaram mesmo em 2012. Em 2013, Neymar e companhia enterraram de vez as memórias vitoriosas da Espanha com um 3 a 0 que explodiu o Maracanã na final da Copa das Confederações. 

        A eliminação ainda na primeira fase da Copa disputada em solo brasileiro acabou com todas as dúvidas: a Fúria já não metia medo em mais ninguém. 

         

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