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        1994: o Palmeiras invencível é campeão mais uma vez

        Texto por Carlos Ramos
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        Em 1993, Paulo Isidoro sofreu nas mãos do Palmeiras. Mas quis o destino que o atacante, em 1994, estivesse do outro lado. Do lado, digamos, certo. Do lado que seria, mais uma vez, campeão brasileiro. Afinal, era quase impossível superar um Palmeiras imbatível. 

        O Verdão manteve a base de 1993, e também o técnico Vanderlei Luxemburgo. O grupo teve alguns acréscimos, como Paulo Isidoro, que veio para a vaga deixada por Edílson, negociado com o Benfica. 

        Em conversa com a reportagem de oGol, Paulo Isidoro lembra que chegou em meio a alguns problemas de relacionamento no grupo palmeirense. Afinal, não era tudo mil maravilhas, apesar dos títulos. 

        "Eu fui ao Palmeiras acho que na segunda ou terceira rodada do Brasileiro. Eu imaginava que o grupo seria mil maravilhas, com relação a entendimento. Está ganhando tudo, a gente acha que é uma maravilha. Só que na minha apresentação, foi maior confusão. Me pediram até desculpa na época. Foi uma apresentação inusitada, porque me apresentaram rapidamente porque precisavam aparar as arestas do grupo", recorda. 

        Era um elenco de personalidades fortes, a começar pelo técnico, e passando por nomes como Antônio Carlos e Edmundo. Mas, no campo, as coisas fluíram. Era difícil alguém bater de frente com aquele Palmeiras. 

        O Palmeiras imbatível

        Sustentado pelo investimento da Parmalat, aquele Palmeiras tinha um elenco estelar. Poucas equipes no Brasil conseguiam fazer frente. Paulo Isidoro celebrou: "jogar com quem sabe é bom demais". 

        Paulo Isidoro e Edílson se encontrariam em 95

        "Eu falava com eles que ali era a seleção B. Só ganhavam nosso time se a gente tivesse um pouquinho desligado. Mas na primeira impressão, eu com 19, 20 anos, tive uma impressão diferente, que o grupo não me trataria da forma que eu queria. Mas foi totalmente o contrário. O que me assustava era a cidade, sair de Salvador para São Paulo. Até me adaptar, me senti um pouco de dificuldade", relembrou. 

        Apesar do susto inicial, com algumas desavenças no grupo, Paulo Isidoro garante que foi bem recebido pelo grupo de jogadores palmeirenses. "Logo que cheguei, o Edmundo me deu a chuteira dele", contou. 

        "César Sampaio era um cara espetacular, me ajudou muito. Cláudio, lateral, ficava muito próximo de mim. Eu fui muito bem recebido pelo Roberto Carlos, um cara sensacional. O Amaral que era um irmão para mim, me apresentou São Paulo, me acolheu bastante". 

        Ambientado, Paulo Isidoro entrou no time, que dominou o grupo D na primeira fase e em seguida avançou na liderança da chave B. Ninguém parou aquele esquadrão. 

        Depois de eliminar o Bahia nas quartas, o Palmeiras enfrentou o Guarani, que não pôde contar com Amoroso na semifinal. Ainda assim, para Paulo Isidoro, foi o momento mais delicado da campanha. No jogo de ida, Júlio César colocou o Bugre em vantagem. Mas o Verdão conseguiu a virada. 

        "Contra o Guarani, para mim, foi o jogo do título. O 3 a 1. Aquele jogo, eu achei que a gente poderia ter perdido, porque o Guarani era um timaço. Eu entrei com o Amaral quando o jogo estava 0 a 0 ou 1 a 1 e a gente conseguiu mudar o jogo. Para mim, foi o jogo do título. Foi um jogo crucial", comentou.

        A decisão era contra o Corinthians, que já havia perdido para o Verdão o Paulista e o Rio-São Paulo. Paulo Isidoro lembra que os palmeirenses foram confiantes para a decisão. 

        "A gente sabia que era superior ao Corinthians. Uma hora ou outra, a gente ia ganhar o jogo". E assim foi. O brilho foi de Rivaldo, que marcou dois gols no jogo da ida e um na volta. Vitória por 3 a 1, empate em 1 a 1. O Palmeiras imbatível era campeão novamente. 

        Números da edição

        Média de gols: 2,40 gols/jogo

        Melhor ataque: Palmeiras - 58 gols

        Artilheiro: Túlio Maravilha (Botafogo) e Amoroso (Guarani) - 19 gols

        Jogador com mais partidas: Velloso (Palmeiras) - 30 jogos

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