Siga oGol no facebook
          1xBet
          Brasileirão
          Brasileirão

          1976: Internacional se mantém no topo

          Texto por Carlos Ramos com Paulo Mangerotti
          l0
          E0

          O Campeonato Brasileiro de 1976 teve o mesmo dono que no ano anterior: o Internacional não deixou o topo do país, novamente com uma campanha excepcional. 

          Um dos grandes times do futebol brasileiro na década, e na história, aquele Inter fez campanha quase imaculada no Brasileiro, com apenas três derrotas em 23 jogos. 

          Aquele Brasileiro, chamado de Copa Brasil, ficou ainda mais inchado, com um acréscimo de 12 clubes com relação a edição anterior. Com influência da Ditadura Militar, os organizadores buscaram abranger quase a totalidade do território nacional, somando 54 times participantes. 

          Foi um total de 411 jogos e quase mil gols: 950. 59 deles do Internacional, que tinha a fama de consagrar todo artilheiro que por ali passasse. Depois de Flávio Minuano, artilheiro de 75, ter deixado o clube, Dadá Maravilha foi a bola da vez. Consagrado por Valdomiro. 

          "Você vê que todo centroavante que passou no Inter foi artilheiro do Brasileiro. Até o Bira, pô, foi vice-artilheiro! O Flávio foi artilheiro, o Dario foi artilheiro. O Dario falava: ‘por que não fui antes para o Inter? Com o Valdomiro cruzando eu fazia mil gols’. Você treinava aquilo ali para colocar a bola na cabeça do centroavante", contou Valdomiro, em entrevista para a reportagem de oGol.

          O novo domínio colorado

          O Colorado liderou os dois grupos que jogou nas duas primeiras fases do campeonato. Na segunda fase de grupos, Valdomiro lembrou de um episódio curioso na vitória gaúcha sobre o Goiás, por 3 a 0, fora de casa. 

          "Teve um jogo em Goiás que o Dadá contou que eu cruzei uma bola e a bola passou no pé dele e ele perdeu um gol incrível. Aí perguntaram para ele o que aconteceu. Aí ele disse: ‘é porque sou ruim mesmo’. Ele era um jogador fabuloso. Ele falava mesmo, de 20 ou 30 metros ele não sabia, não fazia gol. O negócio dele era cabecear", recordou o atacante.

          Melhor ataque da competição, o Inter contou com os passes açucarados de Valdomiro, que revelou o segredo daquele time que dominou o país. 

          "Todo mundo sabia que a jogada do Inter era pela ponta direita comigo chegando na linha de fundo. Ninguém conseguia marcar", garantiu. 

          Bola de Prata naquele ano, Valdomiro ressaltou outra característica daquele time: a união. Dois títulos seguidos no Brasileirão não é para qualquer grupo... 

          "76 foi um ano muito bom para a gente, porque foi o bicampeonato brasileiro que nós conquistamos e poucos times conquistaram dois títulos seguidos de Campeonato Brasileiro. Nosso time mudou pouco daquele de 75. Nós éramos muito unidos. Sei lá, para a gente não interessava o dinheiro, nós queríamos era ganhar. Às vezes o pessoal da imprensa me perguntava do meu contrato, se eu ia renovar e eu já tinha renovado há muito tempo. A gente tinha amizade", garantiu. 

          Outro ponto favorável para aquele time foi a manutenção da base campeã em 1975. "Saiu o Hermínio, entrou o Marinho Perez, saiu o Flávio e entrou o Dario. Só. O time foi o mesmo", contou Valdomiro.

          Na última fase de grupos, o Inter liderou mais uma vez e confirmou o título sem deixar dúvidas de quem era o melhor time. A camisa colorada voltou a entortar o varal. 

          "Essa camisa do Inter, esse time, é diferente. Essa camisa pesa. Para vestir a camisa não tem só que pensar no dinheiro, tem que gostar dessa camisa vermelha”, finalizou Valdomiro. 

          Números da edição

          Média de gols da edição: 2,31 gol/jogo

          Melhor ataque: Internacional - 59 gols

          Melhor defesa: Cruzeiro* - 7 gols

          Artilheiro: Dadá Maravilha (Internacional) - 16 gols

          Jogador com mais partidas: Tobias e Geraldão (Corinthians) -  ambos com 23 jogos, mas Tobias jogou mais minutos (2100 contra 2011)

          *Apesar de ter o menor número de gols sofridos, o Cruzeiro jogou menos da metade dos jogos do Inter, que sofreu 13 gols em 23 jogos. O Palmeiras foi o único a ter desempenho melhor, com apenas 11 gols sofridos em 21 jogos. 

          Lista
          Comentários (0)
          Tenha em atenção as Regras de Conduta antes de escrever o seu comentário. Se não as conhece poderá ser uma boa oportunidade para o fazer aqui.
          motivo:
          EAinda não foram registrados comentários…
          Links Relacionados