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        Copa do Mundo 2010: La Furia chega ao topo

        Texto por Ryann Gomes
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        A 19ª edição da Copa do Mundo, realizada no ano de 2010, foi um cenário repleto de fatos inéditos. Na África do Sul, foi a primeira vez que o continente africano sediou o Mundial. Além disso, a seleção anfitriã acabou sendo eliminada ainda na primeira fase, algo que ainda não havia acontecido na história do torneio.

        Dentre todas as novidades, nada superou o ineditismo do grande campeão desta edição. A seleção espanhola, de Iniesta, Xavi e companhia, colocou pela primeira vez na história a sua bandeira no lugar mais alto do futebol.

        Festa dentro e fora dos estádios

        Mesmo sem ter grande tradição no universo futebolístico, a alegria, empolgação e êxtase do torcedor sul-africano como um todo fizeram do Mundial de 2010 um dos torneios mais carismáticos da história.

        Seja pela dança, pelo som das ''vuvuzelas'' ou pela receptividade calorosa dos africanos, o período em que foi realizado o Mundial fez o planeta bola vibrar e acendeu uma chama de esperança para uma população que sofre com problemas humanitários.

        Atual campeã decepciona, Brasil também

        Defendendo o título à época, a Itália foi uma das grandes decepções desta Copa. Em um grupo com Paraguai, Eslováquia e Nova Zelândia, esperava-se que os atuais campeões passassem de fase com tranquilidade, mas não foi o que aconteceu.

        A Azzurra terminou na última colocação do grupo com inexpressivos dois pontos, não conseguindo vencer um jogo sequer. Para piorar, o selecionado italiano foi para a última rodada podendo empatar contra os eslovacos para avançar ao mata-mata, mas a derrota por 3 a 2 selou uma campanha completamente vexatória.

        Além do fracasso italiano, o Brasil também ficou pelo caminho. A seleção brasileira chegou ao torneio com um grupo mais equilibrado e menos brilhante. Nomes como Ronaldo Fenômeno, Ronaldinho Gaúcho e Adriano ficaram de fora da lista de convocados. Entretanto, a equipe comandada pelo técnico Dunga, mesmo sob a desconfiança da crítica, mostrou, em alguns momentos, um bom futebol.

        O Brasil caiu no Grupo G, juntamente com Portugal, Costa do Marfim e Coreia do Norte. A fase de grupo foi “tranquila”, com o Brasil ganhando dois jogos e empatando um. 

        Nas oitavas de final, os brasileiros enfrentaram o Chile e venceram pelo placar de 3 a 0. Juan, Luis Fabiano e Robinho marcaram os gols. Entretanto, o bom desempenho da Seleção Brasileira não se repetiu contra a Holanda.

        O time de Dunga até começou bem, marcando um gols aos dez minutos com Robinho. Mas Sneijder virou para a Holanda com dois gols no segundo tempo. Além disso, após a virada da holandesa, o volante Felipe Melo foi expulso por ter pisado em Robben. Assim como em 2006, o sonho do hexa ficou pelo caminho.

        Eficiência faz La Furia triunfar

        A expectativa em cima da seleção espanhola era gigante. Aquela geração experiente já havia conquistado a Eurocopa em 2008, mas necessitava de um título mundial para coroar o grande legado construído por grandes estrelas e capitaneado por Vicente Del Bosque. E foi o que aconteceu, mesmo que com certo sofrimento.

        Não foi uma Copa brilhante da Espanha, mas sim incrivelmente eficiente, principalmente taticamente. Era uma equipe que seguia seu estilo, de muito toque de bola, mas que não se apegava apenas a isto

        A base, que vinha jogando faz muito tempo sob o comando de Vicente Del Bosque, teve uma primeira fase meio complicada, perdendo logo na estreia para Suíça, mas vencendo Honduras e Chile para conseguir a classificação.

        Eficiência. Na segunda fase, a Espanha venceu todos os seus jogos pelo placar mínimo, sem exceção alguma. A consistência defensiva da Fúria era algo impressionante, além de contar com um ataque de respeito.

        Na grande decisão, todos os olhos estavam no dia 11 de julho de 2010, no Soccer City, em Joanesburgo, África do Sul. Espanha e Holanda decidiam a Copa do Mundo, alguém seria campeão inédito. Foi uma partida muito nervosa e, de certo modo, "feia". A Espanha seguiu o mesmo padrão dos outros jogos, marcando muito bem e tentando "arranjar" um gol.

        Após flashes de lances emocionantes, como gol perdido por Arjen Robben cara a cara com Iker Casillas, em uma das defesas mais importantes e decisivas da história do futebol, a partida se encaminhou à prorrogação.

        E foi aí que brilhou a estrela de Andrés Iniesta. Após assistência de Fàbregas, o camisa 6 marcou um bonito gol e garantiu o título inédito a uma seleção que já perseguia isso há um tempo.Com méritos, a Espanha conquistou o mundo pela primeira vez, deixando aquela geração na história.

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