Siga oGol no Twitter
história
Biografia Jogadores

Juninho Pernambucano: o Reizinho (não só da Colina)

Texto por Carlos Ramos
l0
E0
Juninho Pernambucano foi um jogador não apenas de gols monumentais. Foi referência em um dos grandes times que o Vasco teve na história e o grande ídolo do Lyon, em um período único vivido pela equipe francesa. O monumental Juninho é considerado o Reizinho da Colina, e um verdadeiro mito em Lyon. 

Mas tudo começou em Recife. Antônio Augusto Ribeiro Reis Junior sempre teve o sonho de ser jogador de futebol. Começou no futsal até ser aprovado nas categorias de base do Sport, seu time de coração. Estreou no profissional aos 18 anos, em 1993. 

1994 foi o primeiro ano de maior destaque de Juninho. Campeão pernambucano e da Copa do Nordeste, já se destacava pelas cobranças de falta. Chamou a atenção do Vasco, que o levou para São Januário em 1995. O início foi modesto na Colina. 

As glórias do Reizinho da Colina

Em 1996, porém, Juninho se firmou no time titular. Foi a primeira temporada da carreira de Juninho com mais de 50 jogos (57) e dez gols (13). Com um chute potente, mas não menos preciso, mostrou seu potencial e acabou campeão brasileiro no ano seguinte. 

1998, porém, ficou marcado de forma decisiva para Juninho. Foi aí que o meia foi monumental. Campeão carioca, o jogador protagonizou um dos grandes momentos da história do Vasco ao marcar um golaço de falta contra o River Plate, no Monumental. O Cruz-Maltino acabou finalista e campeão daquela Libertadores. 

Apesar da derrota para o Real Madrid no Mundial de Clubes daquele ano, o Vasco, de Juninho, seguiu imbatível nos anos seguintes. Em 2000, o meia teve o ano de mais jogos da carreira (64). Foi, mais uma vez, protagonista no time campeão brasileiro e, novamente, vice-campeão mundial (dessa vez perdendo para o Corinthians, nos pênaltis). Ainda em 2000, Juninho levantou a Copa Mercosul depois de uma vitória histórica sobre o Palmeiras. 

Em 2001, Juninho, que já era convocado para a seleção brasileira, deixou o Vasco rumo ao Lyon, da França. O período recheado de títulos em São Januário foi seguido por mais troféus na França. Apesar de o Lyon não ser, na época, um dos grandes clubes do país... 

Soberano na França

Logo na primeira temporada, Juninho mostrou seu valor e foi campeão francês pelo Lyon. Apesar de ter sido deixado de fora da Copa de 2002 por Felipão, o meia teve bons números na França. Números que só aumentaram nos anos seguintes... 

Com suas espetaculares cobranças de falta, se tornou o grande nome do Lyon. Chegou a marcar 17 gols em 44 jogos na temporada 2003/04. Supercampeão no Lyon, Juninho foi conseguindo espaço, também, no time de Carlos Alberto Parreira. Campeão da Copa das Confederações de 2005, fez parte do grande time que jogou a Copa de 2006. 

Fez três jogos e um gol em um Mundial que terminou com eliminação nas quartas para a França... E na França, Juninho se consolidou como lenda: somou sete títulos franceses seguidos, um feito inacreditável não só para o Lyon... 

Depois de exatos 100 gols e 343 jogos, Juninho se despediu como um rei dos franceses e, duas temporadas após ter atuado no Al Gharafa, do Catar, voltou para a Colina onde era rei. Logo na estreia, marcou um golaço de falta contra o Corinthians. 

Juninho ainda viveu grandes momentos naquele Vasco, vice-campeão brasileiro e semifinalista da Copa Sul-Americana. Em 2013, após rápida passagem pelo New York Red Bulls, fez seu último jogo no Maracanã. Jogou apenas dez minutos contra o Santos. O Cruz-Maltino tinha escanteio a seu favor. Na bola parada que tanto gostava, Juninho viu o ponto final de sua carreira: se lesionou na cobrança e nunca mais voltou a jogar. Mas nunca, também, deixou de ser o Reizinho, e não só na Colina... 

Fotografias(3)

Lista
Comentários (0)
Tenha em atenção as Regras de Conduta antes de escrever o seu comentário. Se não as conhece poderá ser uma boa oportunidade para o fazer aqui.
motivo:
EAinda não foram registrados comentários…
Links Relacionados