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        Iván Zamorano: ''O terrível'' dos Andes

        Texto por Ryann Gomes
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        Iván Zamorano é considerado um dos melhores atacantes da história. Bom com a bola nos pés e mestre na bola aérea, o 'Bam Bam' marcou 323 gols na sua carreira, onde defendeu clubes como o Sevilla, Real Madrid, Internazionale e Colo-colo. No Chile e em toda América Latina, Iván "o terrível" Zamorano é sinônimo de gols, de muitos gols.

        Nascido na Aldeia de Maipú, região metropolitana de Santiago, no dia 18 de janeiro de 1967, Ivan Zamorano perdeu o pai, Luis, quando tinha apenas 13 anos. Passou a ser o homem da casa, vivendo com sua irmã e sua mãe, Alicia.

        O início e o estágio no futebol suíço

        Sempre quis ser jogador de futebol e começou a carreira no Cobresal, onde chegou com 17 anos, vindo de equipes amadoras. Zamorano ficou nos profissionais da equipe por um ano, depois foi emprestado ao Cobreandino, da Série B chilena.  

        Por lá, o atacante mostrou todo seu talento e simplesmente fuzilou as redes adversárias, fazendo 35 gols em 29 jogos. Uma média digna de destaque em âmbito nacional.Com tal façanha, o Cobresal o trouxe de volta, sendo peça chave na conquista da Copa do Chile, em 1987.

        Depois de despontar no futebol chileno, Zamorano decidiu que era hora de alçar vôos mais altos e ganhar dinheiro. Depois de ser recusado no Bologna, da Itália, o atacante partiu para a Suíça, emprestado ao St. Gallen. Lá ele se encontrou.

        No Campeonato Suíço, não demorou para Iván mostrar que era um jogador acima da média da competição. Poderoso no jogo aéreo, rasgava entre as defesas, fazia muitos gols aproveitando lançamentos em profundidade, deixava os marcadores para trás com facilidade, e dava muitas assistências.

        Dois anos de regularidade e muitos gols na Suíça serviram para lapidá-lo, fisicamente e taticamente, para encarar um desafio maior: a Liga Espanhola.

        Uma década de evidência na Europa

        Vicente Cantatore, treinador do Sevilla, o trouxe para Espanha. Foram 23 gols em duas temporadas. Em Sevilla, ganhou o apelido de “El Terrible”, por seu posicionamento, gana e força física. Uma sequência brilhante que o fez subir mais um degrau em terras espanholas.

        Em 1992, Zamorano se transferiu para o Real Madrid. O primeiro campeonato disputado com o manto merengue, em 1992/1993, foi excelente: eleito melhor jogador ibero-americano, além de ganhar o título da Supercopa da Espanha e da Copa do Rei. Mas o chileno queria mais!

        Sua temporada de ouro viria em 1994/1995, onde, auxiliado por estrelas do quilate de Hierro, Redondo, Prosinecki e Michael Laudrup, foi o artilheiro da liga e campeão nacional, com a expressiva marca de 31 gols marcados em 45 jogos.

        Passado todo o sucesso, o 'terrível' Zamorano deixou a Espanha em 1996, como um dos 50 maiores goleadores da Liga em todos os tempos. Negociado com a Internazionale, surpreendeu Massimo Moratti, presidente do clube , ao se comunicar em italiano, mesmo precário, durante as negociações.

        Seu primeiro ano no Calcio não foi como o esperado: foram apenas sete gols marcados. Seus companheiros Djorkaeff e Ganz foram mais eficientes. No ano seguinte, chegou ao clube Ronaldo, e ‘Bam Bam’ jogou várias partidas ao lado do Fenômeno, abastecidos por Djorkaeff. Em dos momentos mais marcantes, Zamorano marcou um dos gols do título da Copa Uefa, na vitória por 3 a 0, na final contra a Lazio, em Paris.

        Em 1999, Zamorano continuou prestigiado entre os jogadores nerazurri, mas passou a sofrer com problemas no joelho direito. No ano seguinte, no auge de seus 33 anos, sua situação piorou e em dezembro, o chileno decidiu deixar a equipe, acusando o técnico Marco Tardelli de boicotá-lo. Entre Espanha e Itália, chegava ao fim a trajetória de "el Terrible" no continente europeu.

        Ídolo na seleção chilena

        Iván Zamorano passou 14 anos vestindo a camisa da 'La Roja', do amistoso contra o Peru, em abril de 1987, até o dia 1º de setembro de 2001, sua despedida, contra a França.

        Marcou 34 gols em 69 jogos, tornando-se o segundo maior artilheiro da seleção na história, atrás apenas do fantástico Marcelo Salas, com quem formou uma dupla de ataque arrasadora, que classificou o país para a Copa de 1998 e foi apontada como uma das mais perigosas do mundo no fim dos anos 90.

        Na Olimpíada de Sydney, em 2000, Zamorano foi um dos três jogadores acima de 23 anos convocado, e conduziu a garotada da seleção olímpica a conquista do bronze, sendo o artilheiro do torneio, com seis gols.

        Aventura no México, volta para casa e o fim

        Aos 34 anos, Zamorano chegou ao América do México, onde jogou dois anos, período que considera uma das etapas mais felizes de sua carreira. Ele marcou o gol do título do Torneio de Verão 2001, contra o Necaxa, acabando com um jejum de 13 anos sem títulos para os Águias.

        Em 2003, ‘Bam Bam’ retornou ao Chile, depois de 15 anos no exterior, para defender o Colo-Colo, time do coração de seu pai. Depois de agredir um árbitro em campo e ser suspenso, decidiu abandonar o futebol.

        Em dezembro daquele ano, Zamorano fez sua partida de despedida oficial no estádio Nacional, em Santiago. Era o adeus do artilheiro dos Andes, do jogador que abriu as portas para o futebol chileno na Europa, do homem que carrega consigo a imagem de um povo.

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