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        Juventus

        Texto por ogol.com.br
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        Assim como em diversos países da Europa, e mesmo do mundo (incluindo o Brasil), a influência inglesa no fim do século XIX levou o futebol para a Itália. Através de comerciantes ingleses, o porto de Genoa foi o primeiro a ter contato com o esporte. 

        Assim como as mercadorias iam do porto até a indústria, o futebol foi de Genoa para Turim. Começaram a ser fundados clubes com o intuito da prática esportiva. Um grupo de jovens se reuniu em 01 de novembro de 1897 e fundou a Juventus. Em latim, Juventus significa "juventude". Afinal, o mais velho do grupo de fundadores tinha apenas 17 anos. 

        O primeiro presidente do clube foi Enrico Canfari, o primeiro campo foi em Piazza d´Armi e as cores iniciais eram em rosa. O nome, inicialmente, foi Sport Club Juventus, depois alterado, em 1899, para Foot-ball Club Juventus. Em 1900, o time apareceu pela primeira vez no Campeonato Italiano. 

        A Juve vestiria bianconero pela primeira vez em 1903. O preto e branco veio inspirado no Notts County, da Inglaterra. No primeiro ano com o novo uniforme, a Velha Senhora chegou na final do Italiano, mas acabou derrotada pelo Genoa. 

        O primeiro título italiano veio em 1905, finalmente batendo o Genoa. Mas os anos seguintes seriam de crise:  Alfredo Dick, então presidente da Juve, deixou o comando bianconero após diversas reclamações do elenco e fundou o Torino F.C, levando os melhores jogadores estrangeiros com ele. Foi um duro golpe para a Velha Senhora, que demorou a se recuperar. 

        O retorno depois da Primeira Guerra 

        Só depois da Primeira Guerra Mundial a Juve se recuperou plenamente. O goleiro Giancone e os zagueiros Novo e Bruna foram os primeiros jogadores do clube convocados para a seleção italiana. O presidente, Corradino Corradini, escreveu o hino do clube, usado até a década de 1960. 

        Ainda na década de 1920, o clube contou com um suporte econômico para voltar ao topo da Itália: Edoardo Agnelli, filho do fundador da Fiat, foi eleito presidente. O clube passou a ter um campo próprio, o Stadio di Corso Marsiglia, e construiu uma base sólida para voltar ao topo da Itália em 1926, sob o comando do húngaro Jozsef Violak e com o goleiro Gianpiero Combi, que se tornaria uma lenda no clube e na seleção italiana. 

        Com o goleiro e a base da seleção campeã do mundo com a Azzurra em 1934, com jogadores como Umberto Caligaris, Luigi Bertolini,Giovanni Ferrari e Luis Monti, a Juventus foi pentacampeã italiana na década de 1930, a primeira grande sequência de títulos do clube. 

        O topo do mundo com Trapattoni

        Depois das conquistas seguidas, a Juve viveu um período complicado, a começar pela morte de Edoardo Agnelli, em um acidente de avião, seguida pelo início da Segunda Guerra Mundial. Só no fim da década de 1940, sob o comando fora de campo de Giovanni Agnelli, herdeiro de Edoardo, e dentro de campo de Giampiero Boniperti, a Juve voltou a ser campeã na Itália. 

        No fim da década de 1950, com a grande fase do artilheiro galês John Charles, a Juve conquistou mais dois italianos e vestiu a primeira estrela na camisa, por somar os primeiros dez títulos nacionais da história do clube. 

        Com Giampiero Boniperti já na presidência do clube, nos anos 1970 e 1980, a Juve não só manteve a soberania na Itália, com nove títulos, como também rompeu as barreiras do país para conquistar os primeiros troféus internacionais. 

         Em 1977, sob o comando do histórico técnico Giovanni Trapattoni e com o lendário Dino Zoff no gol, a Juve bateu o Athletic Bilbao e conquistou a Copa Uefa. O time de Trapattoni seguiu soberano também em casa e, ao somar 20 títulos italianos em 1982, recebeu a segunda estrela no uniforme. 

        Depois de conquistar a Recopa da Europa e a Supercopa em 1984, no ano seguinte o time, que contava com a força estrangeira do mágico francês Michel Platini e do artilheiro polonês Boniek, foi campeão pela primeira vez da Liga dos Campeões. Na final, contra o Liverpool, aconteceu a Tragédia de Heysel, onde torcedores ingleses invadiram a área dos fãs italianos e geraram uma confusão que somou 39 mortes e mais de 600 feridos. 

        Ao final daquela ano de 1985, ainda com Platini, e já com Michael Laudrup, A Juve foi até o Japão enfrentar o Argentinos Juniors, pela decisão do Intercontinental (Mundial de Clubes da época). O título veio nos pênaltis, e coroou a era de Trapattoni, que terminou com a conquista do Italiano de 1986. 

        Uma nova era 

        Sem Trapattoni, e com a aposentadoria de Platini, a Juventus entrou em uma nova era, assim como o futebol italiano. O Milan, com os holandeses Gullit, van Basten e Rijkaard, a Inter, com os alemães Matthaus, Brehme e Klinsmann, e o Napoli, de Maradona e Careca, dominaram o futebol italiano por um tempo. 

        A era vitoriosa voltou para Turim com Marcello Lippi. O Scudetto foi conquistado em 1995, com Roberto Baggio, e, no ano seguinte, já com Del Piero, a Velha Senhora voltou ao topo da Europa com a conquista da Liga dos Campeões sobre o Ajax, nos pênaltis. 

        A Juve montaria um timaço com Zidane, Davids, Del Piero e companhia, que venceria o Intercontinental em cima do River, a Supercopa da Europa em cima do PSG, de Raí, e o bicampeonato italiano em 1997 e 1998. Somaram-se a essas conquistas dois vice-campeonatos da Champions, com derrotas para Borussia Dortmund e Real Madrid. 

        O renascimento 

        A Juventus precisou renascer nos anos 2000. Bicampeã com Fabio Capello, a Velha Senhora se viu vinculada ao Calciopoli, escândalo de manipulação de resultados que a tirou os dois campeonatos, de 2005 e 2005, e a rebaixou para a segunda divisão, ficando de fora da elite pela primeira vez. 

        Algumas estrelas daquele time, inclusive o zagueiro Fabio Cannavaro, capitão da Azzurra na conquista da Copa do Mundo de 2006 e eleito o melhor jogador do mundo, preferiram deixar Turim no momento de crise. Outros nomes, como Del Piero, Nedved e Buffon, seguiram, e recolocaram a Velha Senhora na elite. 

        O renascimento demorou um pouco a colocar o time no patamar histórico que o torcedor se acostumou. Mas em 2011, com a chegada de Antonio Conte, tudo mudou. A Juve enfileirou oito conquistas seguidas (depois sob o comando de Massimiliano Allegri) e colecionou, além títulos, ídolos.

        A sequência de conquistas teve a despedida de Del Piero, a saída de Buffon (que depois ainda retornaria), a afirmação de Chiellini, Barzagli e Bonucci na zaga; a categoria de Marchisio e Pirlo no meio; além da potência de Mandzukic na frente, somada pela categoria de Dybala e o acréscimo estelar de Cristiano Ronaldo.

        A Juventus, como diz o nome, se renova a cada geração, mas nunca perde sua essência de ser a referência do futebol italiano. 

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