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        Barcelona

        Texto por ogol.com.br
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        No final do século XIX, o futebol ainda engatinhava longe de solo inglês. Na Espanha não era diferente. Seguindo o desenvolvimento do esporte bretão, jovens catalães e estrangeiros se uniram para fundar, em 1899, o FC Barcelona, que viria a ser um dos grandes clubes do futebol mundial. 

        O grande incentivador do clube em seus primeiros anos foi Joan Gamper, considerado o fundador do Barça. O suíço, de nome Hans Max Gamper-Haessig, publicou, em 22 de outubro de 1899, um anúncio na revista dos esportes de Barcelona procurando interessados em formar o clube. No dia 29 de novembro, Gamper e outros 11 homens (outros dois suíços, dois ingleses, um alemão e seis catalães) se reuniram em Gimnàs Solé para fundar o clube que levaria o escudo e o nome da cidade. 

        Só a partir de 1910 que o FC Barcelona foi ter escudo próprio, que se moldou ao longo dos anos até chegar no que temos hoje em dia. A camisa, inicialmente azul e grená, também evoluiu ao longo dos anos, mas desde cedo o Barça foi o Blaugrana

        Nos primeiros anos, o clube rodou por quatro campos diferentes. Em 1902, venceu a Copa Macaya, embrião do Campeonato Catalão, mas o clube só foi se consolidar mesmo na década de 1910, sob a presidência de Joan Gamper. Teve um campo mais frequente, cresceu em sócios, ganhou torcedores e títulos. De 1909 a 1913, ganhou três vezes a Copa do Rei. 

        Com as primeiras conquistas veio o primeiro ídolo: de origem filipina, Paulino Alcántara foi o grande goleador do clube nas décadas de 1910 e 1920, vencendo cinco vezes a Copa do Rei e alcançando médias de um gol por partida. 

        Com Zamora na meta e Alcántara no ataque, o Barça viveu, na década de 1920, uma época dourada, inaugurando em 1922 o campo de Les Corts, primeiro estádio próprio do Barça. Em 1929, foi disputado o primeiro Campeonato Espanhol. O Barça se sagrou o primeiro campeão, deixando o Real Madrid com o vice-campeonato. 

        Talvez só na década de 1950 os Blaugrana conseguiram de novo tanto sucesso. O fenômeno do crescimento do Barça teve muito a ver com a chegada ao clube do craque Kubala, que se juntou a nomes como César Rodríguez, o principal goleador catalão antes de Lionel Messi, e Estanislao Basor. 

        Além dos craques, houve outro fator que favoreceu o crescimento do clube: a construção do Camp Nou, a grande catedral do futebol. 

        O palco perfeito para o craque perfeito. Mesmo antes do Camp Nou construído, Kubala comandou um time que ganhou tudo. Com a chegada do lendário técnico Helenio Herrera em 1958, e a companhia de Evaristo de Macedo, o húngaro seguiu colocando o Barça no topo da Espanha. 

        Outra era história para o clube foi a com Johan Cruyff em campo, sob o comando de Rinus Michels. Quando dois gênios se juntaram, não houve outro caminho senão a Espanha se render ao futebol arte praticado na Catalunha. 

        A conquista da Europa demora

        Demorou, porém, para o Barcelona chegar ao topo da Europa. Só um time dos sonhos para dar ao clube o título que faltava: o da Liga dos Campeões. Em 1992, o Barça voltou a ter Cruyff, dessa vez no banco de reservas, e voltou a jogar um futebol de sonho. 

        Um dos times mais inesquecíveis da história do clube teve, naquela década, nomes como Laudrup, Stoichkov, Romário, Koeman, o goleiro Zubizarreta... Enfim, foi assim que um clube soberano na Espanha conseguiu, enfim, conquistar uma competição já tão vencida por seu maior rival, o Real Madrid. 

        Ainda sem Romário, mas com Stoichkov no comando de ataque, o Barça decidiu a Liga dos Campeões de 1992 com a Sampdoria, de Toninho Cerezo, em Wembley. O campeão foi conhecido só na prorrogação, com gol de Koeman decretando a festa na Catalunha. Naquele ano, os Blaugrana foram ainda campeões da Supercopa da Europa, mas perderam, para o São Paulo de Telê e Raí, o Mundial. 

        Na Espanha, o time de Cruyff foi imbatível. Conquistou, depois com a chegada de Romário e o crescimento de Guardiola, quatro campeonatos espanhóis seguidos, além de outras quatro Supercopas. A Espanha era do Barcelona e, pela primeira vez, a Europa também foi. 

        Demorou mais de uma década para o Barça voltar ao topo do continente. O fez sob o comando de outro holandês, Frank Rijkaard, e com o brilho de Ronaldinho Gaúcho e a estrela de Juliano Belleti, que saiu do banco para marcar o gol do título sobre o Arsenal em Paris. 

        A era Messi

        Quando Rijkaard deixou o comando do time, Pep Guardiola assumiu e manteve a filosofia que mais títulos deu ao clube. E é incrível pensar que a influência de Rinus Michels durou tanto tempo no Camp Nou, adaptada (e talvez até melhorada) por gerações. 

        Cruyff foi discípulo de Michels, e Guardiola, por sua vez, havia sido discípulo de Cruyff. Ou seja: o Barça seguiu jogando bonito para, mais uma vez, rechear sua galeria de troféus. 

        Guardiola teve, também, uma grande "sorte": uniu no time uma geração única de craques. Alguns, como Xavi e Iniesta, já haviam sido campeões com Rijkaard. Mas outros surgiram, como Piqué e, principalmente, Lionel Messi. 

        O argentino, que tinha passado há pouco tempo dos 20 anos, viveu sua primeira temporada de sonho, sendo o artilheiro de uma Liga dos Campeões dominada, sem questionamentos, pelo Barcelona, que voltaria a contar com Messi para ganhar o torneio mais duas vezes nos anos seguintes. 

        Messi é um capítulo à parte no Barcelona. Conquistou todos os principais títulos do clube e personificou a genialidade do estilo de jogo que sempre quiseram Michels, Cruyff e Guardiola. Messi personificou o que sempre quis Joan Gamper, e foi a bandeira de um clube que joga futebol como música. Um clube não: mais que um clube! 

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