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        Rivalidades
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        Brasil x Argentina: a rivalidade mais que centenária

        Texto por ogol.com.br
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        A rivalidade entre Brasil e Argentina começou muito antes do futebol, ainda quando os países nem tinham nomes, e Portugal e Espanha lutavam pelos territórios recém-descobertos. Com o tempo, tudo chegou ao esporte que veio da Europa, assim como os colonizadores. 

        São mais de 100 anos de rivalidade em campo, mais de 100 jogos. O primeiro deles aconteceu em 1914. Na época, a relação entre os países não era nada boa, e o presidente argentino Julio Roca tentou uma aproximação através do esporte (assim surgiu a famosa Copa Roca). Foram feitos alguns amistosos no início daquela década, primeiro entre argentinos e combinados locais no Brasil. Até que a seleção brasileira foi, enfim, formada. 

        O primeiro embate de que se tem registro aconteceu em 20 de setembro de 1914, em Buenos Aires. Sem muitas dificuldades, e com dois gols de Carlos Izaguirre e um de Molfino, os argentinos venceram por 3 a 0. Na época, o grande rival da Argentina era o Uruguai, e o Brasil demorou a conseguir bater de frente com os rivais. 

        A primeira vitória brasileira, entretanto, aconteceu naquele mesmo ano de 1914, ainda em Buenos Aires. Rubens Salles marcou o tento que garantiu o triunfo brasileiro sobre os argentinos. O jogo ficou marcado por um gol de mão de Roberto Leonardi que acabou anulado pelo aviso do próprio atacante, que confessou o toque. Naquele time brasileiro, destaque para Arthur Friedenreich, considerado o primeiro ídolo do futebol brasileiro. 

        Friedenreich é intitulado assim, inclusive, porque foi o autor do gol do título da primeira Copa América da seleção brasileira, em 1919, nas Laranjeiras. No torneio, então chamado de Sul-Americano, os brasileiros venceram o primeiro clássico no Brasil, por 3 a 1. 

        Houve um período de 11 anos sem clássicos: foi entre dezembro de 1925 até janeiro de 1937. O retorno foi especial para a Argentina, que faturou a Copa América de 1937 em cima dos brasileiros com gols de Vicente de la Mata na prorrogação. 

        O Rei no clássico

        As décadas seguintes foram de certa superioridade dos argentinos, que conseguiram 12 vitórias contra apenas cinco dos brasileiras. O quadro mudou quando Pelé apareceu, apesar de o Rei ter perdido seu primeiro clássico (a Argentina venceu por 2 a 1, apesar de um gol de Pelé, em pleno Maracanã). 

        Os argentinos sofreram nas mãos de Pelé, que marcou em todos os primeiros quatro clássicos que fez. Em 1963, o atacante santista fez três gols diante de mais de 100 mil pessoas no Maracanã em uma vitória por 5 a 2 da seleção brasileira. 

        Pelé fez seu último clássico no palco preferido com a camisa amarela: o Maracanã. Em 07 de março de 1970, os brasileiros se despediram da torcida rumo ao tri com vitória por 2 a 1 sobre a Argentina. Pelé marcou o gol da virada após Jairzinho ter empatado. 

        O clássico em Copas e com Maradona

        O primeiro Brasil e Argentina em Copas do Mundo aconteceu já sem Pelé, mas ainda com Jairzinho. Na Copa de 1974, os brasileiros venceram a rival por 2 a 1, com gols de Rivellino e Jairzinho. Brindisi descontou para a Argentina. 

        Na Copa seguinte, o encontro em Rosário ficou conhecido como "A Batalha de Rosário". Muita pancadaria e pouco futebol acabaram deixando o jogo sem gols. A Argentina avançou naquela Copa depois da famosa goleada por 6 a 0 diante do Peru. 

        Em 1982, a seleção brasileira que encantou o mundo derrubou Diego Armando Maradona, que acabou expulso de campo. Os brasileiros, comandados por Zico, fizeram 3 a 1 no rival, que descontou com Ramón Díaz já perto do fim. 

        O último embate em Copas ficou marcado pela água batizada dos argentinos: Branco aceitou uma garrafa oferecida pelo massagista argentino sem saber que estava tomando sonífero. Caniggia marcou o único gol do jogo, e o Brasil caiu nas oitavas daquela Copa. 

        Títulos em cima do rival

        Nas décadas seguintes, o clássico seguiu com muita rivalidade e com muitos craques. Riquelme, Verón, Lionel Messi de um lado, Ronaldinho, Ronaldo, Kaká e Neymar do outro. Mas um jogo marcante acabou sem o brilho dos nomes citados. 

        Em 2004, Brasil e Argentina decidiram a Copa América. A seleção brasileira poupou seus principais nomes, enquanto os argentinos contavam com Tevez e companhia. Na decisão, venciam até os acréscimos, quando Adriano recebeu chutão na área e soltou uma bomba para empatar. Nos pênaltis, o título acabou com o Brasil. 

        Os rivais decidiram ainda no ano seguinte a Copa das Confederações, aí, sim, com os grandes nomes. O quadrado mágico brasileiro, com Ronaldinho, Kaká, Adriano e Robinho (que estava substituindo Ronaldo), atropelou Tevez, Riquelme e companhia e enfiou 4 a 1. 

        A última decisão entre os rivais foi outro atropelo brasileiro: 3 a 0 na final da Copa América de 2007, mesmo com muita contestação em cima de Dunga e grande expectativa do outro lado para ver Verón, Riquelme, Messi e Tevez juntos. 

        Em 2019, Brasil e Argentina voltaram a fazer um jogo marcante, e também decisivo. O Brasil sediou a Copa América depois de muitos anos e encarou o maior rival no Mineirão, palco do 7 a 1 alguns anos antes. Dessa vez, porém, não houve sofrimento. 

        Messi acabou anulado em campo e Gabriel Jesus e Roberto Firmino marcaram os gols da vitória por 2 a 0, que colocou o Brasil na final. O Brasil acabou campeão, e a rivalidade segue sendo escrita a cada embate que acontece. 

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