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        Alex: o alemão que quase foi 'intruso' no esquadrão brasileiro de 1970

        Texto por Paulo Mangerotti
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        A seleção brasileira de 1970 é, talvez, a mais lembrada pelo imaginário dos torcedores, mesmo entre aqueles que não viram o time de Gérson, Rivellino, Jairzinho, Tostão e Pelé em campo. A zaga titular daquela seleção tinha Brito e Piazza, além dos convocados Joel Camargo e Fontana. Quase um desses nomes deu espaço para outro jogador, nem tão conhecido assim: Alex, o alemão ídolo do America do Rio.

        Alexander Kamianecky é filho de ucranianos e natural de Hamburgo, na Alemanha, mas praticamente não viveu em seu país natal. Nascido em 1945, ano em que a Segunda Guerra Mundial se encerrava, ele deixou o país junto de seus pais quando tinha apenas três anos de idade. Em 1948, o pequeno Alex embarcou com sua família em uma viagem de mais de um mês em navio, em busca de uma vida melhor, assim como muitos imigrantes europeus que vieram para o Brasil na mesma época.

        O Rio Grande do Sul foi o estado escolhido pela família para se estabelecer no país e, por lá, surgiu a primeira oportunidade de Alex enquanto jogador. Ele iniciou a trajetória na categoria de base do Aimoré, onde se profissionalizou em 1966.

        A grande oportunidade da carreira viria já no ano seguinte, quando foi convidado para realizar testes no Vasco. Sua permanência no clube, entretanto, foi dificultada pela permanência de Brito - zagueiro da seleção na Copa de 1966 e que viria a ser campeão em 1970 -, que acabou por não concretizar uma saída para o Santos. Assim, por linhas tortas, Alex acabaria em outro clube carioca, o America, onde se tornaria ídolo.

        Foram 13 anos defendendo as cores do America e mais de 600 jogos pelo clube, muitos deles ao lado de uma das maiores estrelas da história da agremiação, Edu Antunes, o irmão de Zico. Somente no Campeonato Brasileiro, Alex disputou 191 partidas, o que o coloca na lista de estrangeiros com mais jogos em toda a competição

        Conhecido pela disciplina e liderança, Alex carrega consigo um feito raríssimo entre os zagueiros - jamais foi expulso na carreira. E não pense que o fato de ter passado praticamente toda a vida como jogador no America - vale a lembrança que o clube disputou a elite do Brasileiro na maior parte desse período -, queira dizer que ele não tenha sido cobiçado por outros clubes e, até mesmo, pela seleção.

        Naturalizado brasileiro, Alex foi um dos 40 nomes pré-selecionados por João Saldanha para defender a seleção na Copa de 1970, no México. Porém, nunca teve a oportunidade de vestir a amarelinha. Poderia ter sido imortalizado, ainda mais, na história do futebol do país. Não que isso diminua a marcante passagem do zagueiro entre as décadas de 1960 e 1980. É que, no final das contas, a lealdade e gratidão ao America sempre prevaleceram e assim resumiram o que foi Alex.

        "A paixão, o amor pela camisa do America, e também a família toda era americana. Eu jogava com amor, não me interessava a camisa, eu queria jogar. O America me deu essa oportunidade, eu aproveitei. Com o tempo fui gostando, fui ficando. Nunca questionei dinheiro, eu queria era jogar", disse Alex, em entrevista ao Terceiro Tempo, ao ser questionado sobre o porquê de nunca ter deixado o clube.

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